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Emissora de 8 kW em Mamanguape/PB na mesma frequência da Marinha FM (Natal/RN) deve criar zona do “NEM” entre as duas FMs

A cidade de Mamanguape não é tão distante; na verdade, fica muito próxima da divisa entre o RN e a PB. Sabemos que esses dois estados são tão próximos que é perfeitamente possível tomar café da manhã em Natal, almoçar em João Pessoa e jantar novamente em Natal.

Em linha reta, podemos estimar uma distância de cerca de 110 km entre Natal e Mamanguape ou seja, o ponto médio estaria por volta dos 55 km. No entanto, a zona de interferência não ocorre em um ponto específico, mas sim em faixas progressivas.

Primeiro, percebe se que a emissora começa a perder definição. Pode haver, inclusive, perda da separação de canais, já que a deficiência de sinal passa a comprometer a decodificação estéreo. Em seguida, surge uma zona com chiados mais agressivos, que vão se intensificando. Depois, há uma camada em que ocorre a alternância de sinais, quando, em determinados momentos, uma emissora se intercala com o áudio da outra.


E, sim, em alguns locais haverá claramente a zona do “NEM”: nem pega uma, nem pega a outra.


A informação sobre a mudança de frequência da Rádio Consolação do Vale chegou até mim por meio do site Dial Radio, conforme link indicado na imagem.


Onde começará a mistura?

Seguindo ao sul pela BR 101, é razoável supor que, já após a cidade de São José de Mipibu, o sinal da Marinha FM comece a ser afetado, deixando de proporcionar uma sintonia estável a partir desse ponto. Da mesma forma, a frequência 100,1 MHz em Mamanguape pode acabar perdendo cobertura nas regiões de divisa e até parte da audiência no RN, já que, no FM, essa degradação e mistura de sinais é ser mútua, ainda mais com potências similares.

A Rádio Consolação do Vale para aumentar sua potência, terá custos relevantes: aquisição de um novo transmissor, substituição do sistema irradiante e um aumento significativo no consumo de energia. Ainda assim, perderá parte da cobertura na região estratégica da divisa.

Por outro lado, se nas demais regiões onde não há interferência da Marinha FM houver um ganho consistente de cobertura, essa pode ser uma equação viável, desde que o crescimento seja realmente expressivo. Afinal, a emissora conquistou o direito de migrar da classe B1 para A4, o que abre espaço para essa expansão, desde que bem planejada


Nosso caso mais conhecido desse processo de "NEM"

Sinal da Mix 103,9 Natal em conflito com 103,9 Parahyba FM a menos de 35 km de Natal

Ainda antes de entrar no território paraibano, o sinal da 103,9 FM de João Pessoa já apresenta força suficiente para gerar concorrência de cobertura a partir de Canguaretama, no Rio Grande do Norte.

Já o sinal da Mix FM de Natal não sofre qualquer perda perceptível, nem mesmo nos municípios da região metropolitana. O conflito com a 103,9 FM de João Pessoa só aparece ao sul de Natal, aproximadamente a partir dos 70 km, e não afeta o público-alvo central de nenhuma das duas emissoras.

Na prática, isso significa que, para quem segue pela BR-101 no sentido sul e deseja continuar ouvindo a Mix FM sem interrupções, a alternativa será recorrer ao aplicativo/streaming, já que a zona de interferência começa fora da área prioritária de cobertura.


A 103,9 Parahyba FM, por sua vez, resulta da migração da histórica Rádio Tabajara 1110 AM, sendo uma emissora estatal, vinculada ao Governo do Estado da Paraíba.

A 103,9 FM nasce a partir da migração da Tabajara AM 1110 para o FM. Só que, em vez de manter o nome “Tabajara”, o governo decidiu lançar uma nova marca, com identidade jovem e moderna: Parahyba FM.

Em resumo:

  • Tabajara AM 1110 → 103,9 FM → vira Parahyba FM (nova marca e nova programação)

  • Tabajara FM 105,5 → continua existindo com a mesma marca e linha cultural


Hoje a EPC (Empresa Paraibana de Comunicação) opera duas FMs:

• Parahyba FM – 103,9 MHz

  • É a “nova rádio”, experimental.

  • Surge da migração da frequência AM.

  • Identidade contemporânea.

• Tabajara FM – 105,5 MHz

  • Continua ativa com sua programação tradicional cultural/musical.

  • Mantém o nome original “Tabajara”.


O que mudou da Tabajara AM para a Parahyba FM

A antiga Rádio Tabajara operava com uma programação híbrida, combinando jornalismo, cultura, música regional e uma ampla variedade de gêneros, típicos de uma emissora pública tradicional.

Com a chegada da Parahyba FM, o perfil passa a ser o contemporâneo.

No posicionamento, a Tabajara representava o modelo clássico de rádio estatal, enquanto a Parahyba FM assume uma linha experimental. Por não depender estritamente de audiência comercial para sua manutenção, a emissora pode arriscar formatos, testar novos programas e buscar uma identidade mais ousada dentro do dial FM.



 
 
 

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