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Strategy Engineering

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O FIM da CBN Natal em março de 2026

Atualizado: há 3 dias

  • Atualização – 02/03/2026 9:00

 O texto abaixo se confirmou na prática. Já estamos em Natal com a Mundial FM no ar, e todos os detalhes, que havíamos discutido anteriormente, estavam em linha com o que foi executado. Além do que já tínhamos de previsão antes da entrada da Mundial, estou atualizando esta postagem com os acontecimentos desde o dia 1º de março, data da mudança da operação da CBN para a Mundial. Incluí abaixo, de forma pontual, algumas atualizações dos últimos dois dias, como a chegada do áudio, o momento exato da transição e outros pontos observados. Provavelmente teremos uma sequência de novas atualizações nos próximos dias. Para facilitar o acompanhamento cronológico, vou registrar cada novo apontamento ou informação nesta mesma postagem, sempre informando data e hora correspondentes.


Original (24/02/2026)

Informações que chegam pela Rádio Paddock, inclusive acompanhadas de foto do vendedor e do comprador da emissora, indicam que pontos importantes foram conversados sobre essa transição. A CBN Natal deverá desaparecer do dial e, em seu lugar, entrará mais uma Mundial FM no estado, já que o interior potiguar já conta com sua primeira afiliada no ar.

Assim, em poucos dias, Natal sairia do radar da CBN. A CBN Natal emissora operava em AM, e que ganhou novo fôlego quando, anos atrás, passou a operar em FM, aproveitando o estímulo do projeto nacional de migração, que tinha justamente como objetivo esvaziar e reoxigenar a faixa AM, realocando as emissoras para a banda FM.

Por enquanto, tudo vem se confirmando como aquela antiga informação sobre a venda das emissoras do Grupo Tropical de Comunicação: começou como conversa, virou informação segura e depois se tornou realidade. Partiu de uma fonte que historicamente confiável e, ao que tudo indica, a frequência mudará de perfil para acompanhar um novo projeto.


Vídeo disponível nas redes sociais em que Ed Oliveira, um dos contratados da nova FM, convida o público a acompanhar sua entrevista com Marcos Solano Vale, proprietário da Rede Mundial

Outras informações

O transmissor deverá ser substituído para permitir operação no máximo alcance autorizado pela licença da emissora. O processador de áudio, no mínimo, deverá ser reconfigurado ou até mesmo trocado, caso não entregue um salto perceptível na assinatura sonora da rádio.

Essas mudanças não são pontuais. É possível que, com a troca do transmissor, surja também a necessidade de novos elementos de antena ou até alterações mais profundas na torre. Tudo isso ainda será definido, mas é fato que existe, por parte do novo proprietário, a intenção clara de promover um salto tanto no alcance quanto na qualidade sonora da frequência 91,1 MHz.


A 103 FM poderia se tornar a nova CBN?

O Sistema Tropical de Comunicação tem atualmente duas emissoras em operação na capital: 91,1 FM CBN Natal e 103,9 FM Mix FM Natal. Com a saída da operação da 91,1 FM, que deixará de ser CBN Natal, abre se um novo cenário estratégico.

Uma alternativa seria realizar uma troca de posicionamento, mantendo a CBN na frequência 103,9 FM e abrindo mão da operação da Mix. A Mix é essencialmente uma emissora musical e sempre me causa certo estranhamento ouvir programas jornalísticos nela. Falo de forma muito pessoal: escuto frequentemente programas de notícias em FMs voltadas especificamente para esse formato e confesso que sinto um conflito interno quando encontro jornalismo na Mix.

Manter apenas a Mix reduziria a margem opinativa e jornalística do grupo em Natal. Sabemos que no Brasil, e diria até no mundo, o público juvenil é historicamente mais difícil para o rádio. Não é por acaso que rádios voltadas ao público adulto demonstram maior fidelidade e base consolidada de ouvintes, como a Alpha FM.

Outro exemplo relevante é a Itatiaia FM, de Belo Horizonte, uma das campeãs de audiência, com forte presença no futebol e no jornalismo, mas sem o engessamento típico de algumas redes nacionais exclusivamente jornalísticas. O mesmo pode ser observado em emissoras gaúchas consolidadas e na Rádio Jornal, do Recife, que operam com modelos locais robustos e alcançam posições privilegiadas nos rankings.

A CBN é, sem dúvida, uma marca forte. Entretanto, não é possível afirmar que a marca, por si só, garanta audiência consistente. Basta observar as posições que algumas afiliadas ocupam nos principais mercados do país.

Trata se de uma decisão complexa. Romper relações com a Mix pode não ser algo que esteja efetivamente na mesa neste momento, mas é uma possibilidade estratégica que permitiria maior penetração de programas jornalísticos e esportivos na grade.

Esse movimento poderia ocorrer por meio de uma simples troca de bandeiras, com a saída da Mix e o retorno da CBN em nova frequência, ou ainda por uma mudança mais estrutural: a criação de uma emissora local de esporte e notícia nos moldes das rádios de maior audiência do país, como a própria Itatiaia, emissoras gaúchas consolidadas e a Rádio Jornal.

Existem exemplos claros de emissoras nesse formato com números respeitáveis de audiência e posição de destaque nos rankings, muitas delas com identidade local forte e bem definida, não sendo apenas filiais de redes nacionais.


Dificuldades inesperadas para a frequência 103,9

Uma pedra inesperada no caminho da frequência 103,9 MHz é o fato de ela estar ocupada tanto em Natal, pela Mix Natal, quanto na capital vizinha João Pessoa, pela Parahyba FM. A distância entre as duas cidades, superior a 150 km em linha reta, teoricamente não deveria gerar grandes preocupações técnicas. No entanto, a prática revela um cenário distinto: há um conflito de sinais inesperado ainda nas proximidades de Natal.

Já na cidade de São José de Mipibu, a aproximadamente 30 km de Natal, o sinal apresenta interferências perceptíveis. Em alguns momentos, é possível ouvir trechos musicais que não correspondem à programação habitual da Mix Natal. Avançando mais ao sul pela BR-101, torna-se evidente a chamada “zona de troca” entre a Mix e a Parahyba FM. Em Goianinha, a oscilação já é notória, e em Canguaretama praticamente ocorre uma troca de bastão entre as emissoras.

Considerando a distância entre as capitais, seria razoável esperar menor nível de conflito. Isso levanta hipóteses técnicas: revisão da potência efetivamente irradiada (ERP), análise do diagrama de irradiação e verificação do sistema irradiante podem ser caminhos para buscar uma cobertura mais consistente até, pelo menos, a última cidade da divisa com a Paraíba.

Há indícios de que a Parahyba FM opere com um sistema irradiante bastante eficiente, o que amplia seu alcance e acaba retirando algumas cidades do “radar” da Mix Natal na faixa de 103,9 MHz. Trata-se de uma questão eminentemente técnica, mas com impacto direto na competitividade regional da frequência.


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  • Atualização – 01/03/2026 9:00

Registro dos últimos minutos de áudio da CBN Natal e da entrada no ar da Mundial FM.

A locução de abertura foi realizada por Ed Oliveira, que marcou oficialmente o momento da transição ao anunciar: “Meia-noite.”



  • Atualização – 01/03/2026 18:30

Com a entrada no ar, a emissora viveu seu primeiro momento de percepção quanto à própria sonorização. Vinda de uma operação essencialmente falada, é natural que os ajustes de processamento de áudio ainda não estejam adequados ao novo formato. Portanto, não estranhem se, nos primeiros dias, o áudio soar abafado e encolhido.

Essa, inclusive, era uma característica perceptível na configuração anterior da CBN e, por algum tempo, ainda será herdada pela Mundial FM. Hoje foi claramente um dia de reconhecimento técnico da emissora, de sentir o som no ar e identificar pontos de ajuste.

Deduzo que Ed Oliveira, primeiro comunicador na estreia da nova fase e que deverá assumir outros papéis importantes na condução da emissora, esteve à frente dessa missão inicial. Aposto também que ele mergulhou o domingo nesse processo de primeiros passos no ar. Vale lembrar que Ed já teve experiência na 102,1 FM quando a emissora viveu um breve período com perfil popular, o que agrega repertório a esse momento de transição.

Durante o tempo em que ouvi a programação no carro, a percepção foi de uma linha mais eclética, com aberturas que vão além dos ritmos populares, incluindo até flashbacks dos anos 80, ao menos dentro do recorte de escuta que tive.

Como já havia mencionado anteriormente, a assinatura sonora da Mundial FM, o “sabor” do som que a emissora pretende consolidar, não será necessariamente o que se ouviu hoje. A atual configuração ainda carrega uma herança excessivamente focada em voz, resultando em um som abafado, pálido e com ausência de frequências importantes para uma execução musical plena.

Naturalmente, isso deverá evoluir nos próximos dias, à medida que os ajustes de processamento forem sendo refinados.



Dial de Natal (FM)

87,9 MHz – FMs comunitárias (diversas) – Popular / Esportes / Religiosa

88,9 MHz – FMU – Adulto light / MPB / Alternativa – Estatal

91,1 MHz – CBN (em transição para Rádio Mundial) – Popular

91,9 MHz – 91 FM (Rádio Rural) – Popular / Religiosa

92,5 MHz – Nordeste Evangélica – Religiosa

93,5 MHz – Jovem Pan News – Esporte / Notícias

94,3 MHz – Rádio Cidade – Adulto light / MPB / Baladas internacionais

94,9 MHz – (EM IMPLANTAÇÃO) FM Assembleia – Adulto light / Notícias – Estatal

95,3 MHz – IFRN FM – Adulto light / Notícias / Esportes – Estatal

95,9 MHz – 95 FM – Popular

96,7 MHz – 96 FM – Notícias / Esporte / Popular

97,9 MHz – 97 FM – Popular

98,9 MHz – 98 FM – Notícias / Esporte / Popular

99,5 MHz – Jovem Pan Natal – Pop

100,1 MHz – Rádio Marinha – Pop 80 / AC HOT

102,1 MHz – Rede Fé – Religiosa (geração a partir de São Gonçalo do Amarante)

102,9 MHz – Rede Aleluia – Religiosa

103,9 MHz – Rádio Mix – Pop teen

104,7 MHz – 104 FM – Adulto light

105,9 MHz – 105 FM (geração a partir de Ceará-Mirim) - Popular

106,3 MHz – Clube FM – Popular

106,9 MHz – Rádio Senado – Adulto light / Notícias


Populares: 9 emissoras

Adulto light: 6 emissoras

Religiosas: 3 emissoras

Pop/Jovem: 2 emissoras

Esporte/Notícia: 1 emissora

Pop 80: 1 emissora


O Sistema Tropical de Comunicação contava com diversas emissoras em Natal e no interior do estado, mas, em uma ampla negociação, vendeu praticamente todas. Na capital, o grupo mantinha duas FMs: a 91,1 MHz, que operava como CBN Natal e foi vendida, e a 103,9 MHz, que segue no ar como Mix Natal.

Ter emissoras com janelas opinativas é um ativo estratégico no Brasil e no mundo, e isso não é algo recente. Programas desse perfil permitem que a rádio, por meio de comentaristas, jornalistas e convidados, amplie sua repercussão pública e consolide influência local, e influência, no mercado de mídia, é um ativo valioso.

A CBN representava, até então, o canal por meio do qual o grupo estabelecia essas janelas de opinião. Com a venda da 91,1 MHz, esse espaço foi encerrado.


Reação imediata

Praticamente às vésperas do encerramento das operações da CBN Natal, a 91,1 MHz passará a integrar a Rede Mundial, deixando oficialmente as mãos do grupo Tropical. Paralelamente, já foi anunciado nas redes sociais um novo programa no centro da grade da Mix, em um movimento que dialoga diretamente com o Meio Dia RN, com BG, na 96 FM, e o 12 em Ponto, na 98 FM.

São programas com cerca de uma hora e meia de duração, que não se limitam à leitura de manchetes. O eixo central está na análise e na opinião sobre os fatos políticos locais e internacionais. É notório que esse formato alcança hoje mais audiência do que a CBN vinha obtendo com sua programação majoritariamente em rede nacional em Natal.

Os números da CBN Natal no YouTube, na comparação de transmissões ao vivo, sequer se aproximavam dos desempenhos registrados pela 96 FM e pela 98 FM.

Nesse contexto, a inserção de um programa na mesma linha editorial e no mesmo horário representa muito mais do que uma simples alteração de grade. Trata se de uma decisão estratégica que tensiona a identidade musical e juvenil historicamente associada à Mix.


Descasamento inicial com o público musical

A Mix já mantém o Jornal da Mix das seis às oito da manhã e realizou contratações recentes. Não são movimentos triviais, nem decisões que seriam tomadas sem uma intenção clara de posicionamento. Na prática, a audiência passou a se dividir em dois segmentos relativamente distintos: aqueles que acompanham os blocos jornalísticos e aqueles que consomem prioritariamente a programação musical.

A interseção entre esses públicos é naturalmente mais estreita, o que gera fluxos diários de troca de sintonia. Evidentemente, a emissora sabe que comprou uma disputa com o público adolescente e musical mais puro. Ainda assim, é plausível supor que exista um propósito estratégico por trás dessa inflexão editorial.


O grupo se capitalizou de forma relevante com a venda das emissoras.

Foram várias rádios negociadas no interior e uma em Natal, o que abre espaço para reformulações estratégicas. Agora há possibilidade de centralizar coordenação, gestão e investimentos na 103,9 MHz, sem a dispersão operacional de administrar uma rede espalhada pelo interior do estado.

Nesse cenário, é plausível imaginar que o grupo esteja avaliando a construção de uma emissora all news local. Um modelo que lembre, por exemplo, a Rádio Jornal, que mantém audiência expressiva em Recife, ou a Rádio Itatiaia, que nasceu no AM e consolidou forte liderança em Belo Horizonte com foco em jornalismo e esporte. Há ainda casos semelhantes em Porto Alegre, com emissoras estruturadas em conteúdo próprio, esportivo e noticioso, sem dependência de redes nacionais engessadas.


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Chance real de que a 103,9 FM deixe de ser Mix Natal e se torne uma estrutura all news local

A CBN Natal estava, como é natural em emissoras afiliadas a redes nacionais, condicionada à linha editorial e à grade da rede, com autonomia limitada sobre várias horas da programação. Isso reduz a capacidade de ajustes finos ao mercado local. É razoável supor que o grupo tenha identificado quais programas operavam praticamente sem conexão com a realidade de Natal e, consequentemente, apresentavam baixa audiência e retorno financeiro restrito.

Com o caixa fortalecido após as vendas e com a concentração de esforços na 103,9 MHz, é plausível apostar que exista ao menos um estudo interno avaliando a possibilidade de a emissora deixar a rede Mix e migrar para um projeto próprio. Um eventual reposicionamento como “103 News FM”, com foco integral em jornalismo e esporte local, deixaria de ser apenas especulação e passaria a se encaixar dentro de uma lógica estratégica mais ampla.


Até um nome relevante no processo de expansão da Mix no Nordeste aponta um possível distanciamento.

Há a percepção, inclusive por parte de uma figura importante na consolidação da marca na região, de que a 103 FM em Natal pode estar se preparando para deixar a rede. Ainda não se trata de uma afirmação categórica, mas o sentimento de afastamento, somado aos movimentos recentes na programação, acaba reforçando a leitura que também fazemos por aqui.

Não cabe afirmar se seria um movimento certo ou errado. Não é um investimento meu, nem uma decisão empresarial sob minha responsabilidade. A definição estratégica pertence exclusivamente aos diretores do grupo. São eles que detêm o direito e a responsabilidade de apontar o caminho que desejam seguir.


103 News FM

E por que não sair da rede Mix? A introdução gradual de uma programação jornalística dentro da atual estrutura pode funcionar como um verdadeiro balão de ensaio para medir viabilidade, aceitação e potencial comercial. É uma forma de testar o mercado antes de assumir integralmente o reposicionamento.

No entanto, é preciso considerar o bloqueio de marca. A 103,9 FM ainda é percebida como Mix FM, e a maioria dos natalenses associa o canal a uma emissora voltada ao público pop juvenil. Esse enquadramento mental pode reduzir o recall junto ao público que busca notícia, análise e cobertura esportiva.

Além disso, o ouvinte tradicional de jornalismo já possui hábitos consolidados, muitas vezes de anos, com a 96 FM e a 98 FM. Oferecer produtos noticiosos apenas nos mesmos horários em que essas emissoras já estão consolidadas pode resultar em baixa percepção inicial, praticamente passando no escuro.

Por isso, caso a decisão estratégica seja avançar, o passo seguinte precisaria ser mais contundente: tornar claro que a rádio entrega notícia durante as 24 horas do dia. A partir do momento em que o mercado perceber consistência editorial e disponibilidade contínua de conteúdo jornalístico, a emissora deixará de ser vista como uma incursão pontual e passará a ser reconhecida como player efetivo no segmento.


Eu estranho

É estranho ouvir jornalismo na Mix. A questão não é a qualidade do conteúdo, mas a coerência de posicionamento. Você ouve The Weeknd e, na sequência, entra um bloco jornalístico mais denso. O ouvinte sintoniza a Mix para consumir música pop, entretenimento e leveza. A ruptura de expectativa é evidente.

Hoje, quem deseja manter a experiência musical pode simplesmente migrar para o streaming da própria Mix São Paulo. Ou seja, o público da marca já dispõe de alternativa digital. Diante disso, surge uma provocação estratégica: se parte da audiência pode abandonar a Mix local em busca da versão musical pura, por que não assumir um caminho que nenhuma outra praça pode replicar da mesma forma? Tornar a 103,9 uma emissora full time de jornalismo local.

O futebol seria o daqui. As notícias que não ganham espaço no noticiário nacional teriam janela própria. A emissora poderia se posicionar como um canal ainda mais enraizado do que a Jovem Pan News, com grade essencialmente local e sem amarras rígidas de redes jornalísticas nacionais. Em termos de marca, é uma escolha binária: ou se assume a identidade musical, ou se assume a identidade jornalística. Misturar formatos muito distintos tende a gerar ruído. A experiência híbrida pode não satisfazer plenamente nenhum dos dois públicos.

Há ainda uma variável técnica relevante. Com a capitalização recente, faz sentido explorar de maneira mais eficiente os direitos da licença e a cobertura do sinal. Atualmente, há dificuldades de recepção ao sul de Natal. A 103,9 MHz de João Pessoa, operada pela Parahyba FM, tem avançado com força na região, interferindo já na altura de São José de Mipibu, agravando se em Goianinha e praticamente substituindo o sinal da 103,9 de Natal em Canguaretama.

Se a emissora optar por um salto estratégico de posicionamento, será igualmente necessário enfrentar a questão técnica com investimentos em sistema irradiante, diagrama de radiação e otimização de cobertura. Conteúdo forte exige distribuição igualmente robusta.


Gênero e Renda

A análise dos dados extraídos das ferramentas de Analytics de programas jornalísticos transmitidos por rádios/YT do Rio Grande do Norte mostra que o público é historicamente predominantemente masculino, com mais de 80% da audiência composta por homens. Esse grupo acessa o conteúdo utilizando dispositivos tecnológicos de alta qualidade, como smartphones, tablets e televisores de marcas e configurações avançadas, além de optar por planos de internet que suportam maior consumo de dados para garantir melhor qualidade de imagem no YouTube. Em alguns casos, é possível identificar as regiões de acesso, revelando que a maior parte da audiência está concentrada em bairros de maior poder aquisitivo, o que indica um perfil socioeconômico elevado.


Posicionamento sobre políticas econômicas

Esse público acompanha as políticas econômicas com atenção crítica, frequentemente questionando as análises dos comentaristas das emissoras. Essa postura exigente obriga as rádios a apresentarem informações de forma precisa e bem fundamentada, já que os ouvintes não hesitam em apontar abordagens que julgam imprecisas ou tendenciosas.


Julgamento e audiência

A principal característica dessa audiência, do ponto de vista mercadológico, é o foco em análises realistas dos fatos. Há uma frustração evidente com comentaristas que demonstram paixão política excessiva ou falta de domínio técnico, especialmente em temas complexos como economia e matemática. O público se desconecta quando percebe tentativas de suavizar ou manipular informações, sobretudo quando jornalistas deixam claro, antes mesmo da análise, suas preferências ou ataques políticos conforme a origem da notícia. Trata-se de uma audiência que valoriza análises honestas, ainda que tenha posições políticas definidas, e que se revolta quando números são extorquidos por razões ideológicas – seja para parecerem positivos ou negativos – ou quando o contraponto não consegue defender uma visão correta por falta de conhecimento ou habilidade argumentativa.


Público que orbita o jornalismo

Esse comportamento influencia diretamente o debate sobre os rumos da economia local. Em média, esses ouvintes possuem um entendimento de conceitos econômicos acima da média populacional, com uma parcela significativa demonstrando conhecimento mais aprofundado, especialmente sobre os impactos de políticas populistas ou decisões econômicas com efeitos menos evidentes. Eles conseguem compreender questões complexas, muitas vezes consideradas desinteressantes ou inacessíveis pela população em geral, exibindo uma notável capacidade de análise crítica dos equívocos econômicos e suas consequências.


Um público com lado

Não há neutralidade nessa audiência. Predomina uma inclinação à direita, mas sem paixão cega por essa vertente. Esse público já se indignou com aumentos de impostos promovidos por governos de ambos os espectros políticos, recorrendo, por exemplo, à Curva de Laffer para criticar gestões de direita e esquerda, argumentando que há um limite além do qual aumentar tributos reduz a arrecadação. Embora exista uma tendência a preferir programas com opiniões majoritariamente alinhadas à direita – o que poderia sugerir um viés de confirmação –, esse fator é superado por um interesse maior em análises que vão além de discursos bajuladores, priorizando discussões substanciais.


Perfil x Mercado

Esse é, sem dúvida, um programa acompanhado pelo mercado em todos os seus níveis. Comerciantes, industriais, engenheiros e tantos outros atores com suas experiências práticas, entendem os riscos do "minimalismo político" e seus efeitos do macro ao micro. Rotular esse ouvinte como "pobre de direita" ou "defensor da Faria Lima" é um equívoco. A audiência rejeita mesas de debate que atacam o mercado de forma generalizada, defendem mais impostos, culpam o agronegócio indiscriminadamente ou exibem uma visão estatista rígida, que prioriza servidores em detrimento da população como um todo. Programas com comentaristas que não dominam conceitos básicos de finanças – como a distinção entre bolsa de valores e rentismo – tendem a agradar apenas alguns "centros acadêmicos", mas não esse público.


O equilíbrio fingido

Não há nada mais irritante do que comentaristas que acreditam que suas preferências passam despercebidas, quando é evidente que seus comentários oscilam entre suavizar ou exagerar conforme suas inclinações. É o ápice da hipocrisia quando se apresentam como neutros. Muito mais honesto é assumir uma posição e, ainda assim, ser capaz de criticar os erros até do lado que se admira. Sim, todos já sabemos de que lado cada um está – não há talento que consiga disfarçar isso. O que realmente impressiona é a capacidade de apontar falhas na própria "cor".

Existe um impulso de reação argumentativa ao ouvir absurdos, mas, muitas vezes do seu lugar, você não pode argumentar, mesmo quando alguém na mesa apresenta uma opinião contrária ao absurdo falado. Ouvir bobagens por mais de um minuto pode ser o suficiente para te fazer trocar de estação


O equilíbrio virtual

  Dois comentaristas com visões opostas não garantem, por si só, a atenção do público, especialmente se um deles carece de fundamentos em conhecimentos econômicos e baseia suas opiniões apenas em retórica, ignorando a matemática. Mais valioso é ter dois que saibam criticar e elogiar qualquer lado, independentemente de suas preferências.

Falo de Natal, mas não restrinjo os riscos do formato apenas a essa praça

Projetos em que não apostaria

Um eventual projeto de Rádio CNN no Brasil tende a ser, na prática, uma cópia editorial da CBN, operando sob o pressuposto de que existe uma grande massa de ouvintes disposta a consumir jornalismo com viés antimercado.

O problema é que esse pressuposto ignora justamente o perfil que historicamente mais consome esporte e notícia em rádio: o público economicamente ativo, empreendedor e interessado em mercado. Renegar esse público faz com que o universo restante seja muito menor do que se imagina.

O nicho de ouvintes antimercado que gostam de rádio esportivo/jornalístico é reduzido e já está saturado.


Jornalismo percebido como antimercado e ideológico

A percepção predominante é de um jornalismo que:

  • Demoniza empresários

  • Naturaliza aumento de impostos

  • Trata o empreendedor como vilão

  • Flerta com um discurso moralizante


Projetos desse tipo normalmente carregam:

  • Grandes redações

  • Muitos contratos

  • Infraestrutura pesada

  • Redes nacionais

Enquanto isso, a monetização segue baseada em um mercado publicitário cada vez mais pressionado.


Confusão entre “marca forte” e “modelo viável”

CNN e CBN são marcas fortes, mas: Marca forte ≠ modelo sustentável


O esporte é vitamina, mas o viés antimercado é o veneno

O esporte salva em muitos momentos justamente porque não abre espaço para politização antimercado. Ele funciona como produto sensorial, emocional e direto.

Quando o viés antimercado domina, o mesmo produto passa a carregar um elemento tóxico que corrói audiência e mercado.


Não precisa ter bola de de cristal

Eu realmente acredito em números decepcionantes para a novata TMC, sobretudo quando comparados à sua antiga posição como Transamérica. A celebrada CBN é, sem dúvida, uma marca forte, mas, sinceramente, com uma audiência que não enche os olhos. E não adianta arregalar os olhos com o argumento de que seriam ouvintes de alto valor, elitizados, com opiniões que “guiam a nação”... Sério? Tá! (rindo internamente).


Referências Nacionais

São referências que utilizo para ilustrar a abordagem apresentada no texto, caracterizada pela busca de um método consistente. Não se trata de citá-las por serem nomes amplamente conhecidos, mas por se destacarem devido à qualidade de suas análises, à neutralidade autêntica, sem fingimentos, e à dedicação efetiva em explicar o funcionamento do maquinário político-econômico. Evidente que não são nomes possíveis localmente, mas a referência buscada é o método que se deve buscar nos analistas de qualquer local, a linha filosófica de ética, domínio técnico e comunicação.

  • William José Waack

Waack é um jornalista que não hesita em criticar qualquer espectro político, sempre analisando profundamente os efeitos de decisões que muitas vezes passam despercebidas pelo grande público. Ele não se preocupa em agradar nenhum lado, o que lhe confere grande admiração, especialmente entre o público pró-mercado. Seu estilo é pautado pela objetividade, apresentando os fatos e analisando suas repercussões práticas. Waack critica tanto líderes populistas de direita quanto de esquerda, sem "passar pano" para falhas de caráter comuns em qualquer lado, e é implacável com aqueles que trazem prejuízo ao mercado.

  • Felipe Moura Brasil

Felipe Moura Brasil, conhecido por sua postura crítica, ganhou o apelido de "traidor" entre algumas alas da direita, especialmente por apontar falhas dentro do próprio campo político. Sua postura crítica, no entanto, não é limitada à esquerda, já sendo amplamente reconhecido por suas análises contundentes sobre os erros e equívocos da esquerda, o que o coloca como uma figura imparcial e de grande integridade jornalística.

  • Eduardo Oinegue

Eduardo Oinegue é outro jornalista que se destaca pela profundidade de suas análises, sendo um admirável tradutor dos complexos movimentos econômicos e políticos no Brasil. Sua habilidade de simplificar e explicar questões complexas torna suas análises acessíveis ao grande público, mantendo sempre um alto nível de rigor técnico.


A Demanda por análises profundas em Natal

Aqui também existe uma demanda crescente por análises de profundidade, que combinem a habilidade de traduzir questões complexas de forma acessível com uma visão crítica e detalhada. Embora existam muitos jornalistas locais com forte identidade política, combinar habilidades matemáticas, financeiras e econômicas com uma visão política aguçada é o buscado ouro. Esse diferencial os colocaria à frente dos demais e os torna protagonistas em programas jornalísticos de rádios, com capacidade de dominar debates e influenciar discussões. Talvez, para enriquecer ainda mais essas mesas redondas, a presença de um analista do mercado financeiro seja um passo necessário para uma compreensão mais completa e técnica dos temas abordados.

Modelos mais próximos do sucesso

As informações sobre audiência, número de visitas em páginas, aplicativos e outras plataformas foram obtidas em sites como o TudoRádio e nos kits mídia das próprias emissoras. As informações extraídas desses kits incluíam referências de fontes, como, por exemplo, a empresa Kantar.

Não é meu objetivo aqui fazer o papel de jornalista nem de Wikipédia para detalhar o que ocorreu em reuniões internas da Rádio Gaúcha com executivos da Globo em 1990 ou informações que derivam de trabalhos jornalísticos. Esta postagem não é uma reportagem. Trata-se de uma análise sobre o conjunto de condições que vêm colocando em destaque a relevante audiência dessas emissoras, rádios com essência e identidade AM, agora sob o envelope do FM.

É uma postagem sobre o presente, sobre o “aqui e agora”, marcado por números expressivos de audiência. Naturalmente, alguns dados acabam dialogando com o contexto histórico, o que ajuda a enriquecer a compreensão. No entanto, o foco está nas razões que explicam o atual sucesso de audiência, e isso passa diretamente por aquilo que essas rádios são, pelo conteúdo que oferecem.

Não se trata de uma publicação com “enchimento de linguiça”, mas de um esforço para lançar luz, dentro do universo do rádio, sobre como as alternativas ao FM exclusivamente musical vêm repetindo êxitos em diferentes regiões do país.


Rádio Itatiaia

"A Itatiaia veio para o FM, mas ainda tem a AM 610 como sua 'amante'... Não é exatamente uma ex!"

O formato da Rádio Itatiaia favorece bastante que ela fuja da concorrência direta com Spotify e YouTube, ou pelo menos que ocupe um espaço diferente e complementar no consumo de áudio.

Aqui estão os pontos que justificam essa afirmação:

  1. Conteúdo ao Vivo e em Tempo Real:

    • Diferencial: Spotify e YouTube são, essencialmente, plataformas de conteúdo sob demanda. A Itatiaia, por outro lado, se destaca pela transmissão ao vivo de jogos de futebol (com narração apaixonada e comentários imediatos), notícias de última hora, debates quentes e a cobertura de eventos que se desenrolam em tempo real (como eleições, desastres naturais, etc.). Esse senso de "agora" e "aqui" é algo que as plataformas de streaming não conseguem replicar na mesma intensidade.

    • Valor Agregado: Para o fã de futebol, ouvir um jogo ao vivo, com a emoção e a paixão dos narradores e comentaristas locais, é uma experiência única que o Spotify (focado em música e podcasts gravados) e o YouTube (com lives, mas que ainda não substituem a agilidade do rádio para eventos esportivos de massa) não entregam da mesma forma.

  2. Conteúdo Local e Regionalizado:

    • Diferencial: A Itatiaia tem um fortíssimo foco no jornalismo e no esporte mineiro. Ela fala sobre os clubes locais (Atlético-MG, Cruzeiro, América-MG) com uma profundidade e paixão que nenhuma plataforma global consegue em escala. As notícias da cidade, do estado, os problemas do bairro, o trânsito, esse conteúdo hiperlocal é o pão e o queijo do rádio, e está fora do escopo principal de Spotify e YouTube.

    • Conexão: Essa regionalização cria uma forte conexão e identificação com o ouvinte, que se sente parte da comunidade e informado sobre o que realmente impacta seu dia a dia e suas paixões locais.

  3. Interação e Companhia:

    • Diferencial: O rádio ainda é um meio de companhia e interação. Programas de debate na Itatiaia frequentemente abrem espaço para a participação do ouvinte (por telefone, WhatsApp, redes sociais), criando um senso de comunidade e diálogo em tempo real que é difícil de replicar em plataformas de streaming focadas no consumo individual de conteúdo.

    • Fluxo Contínuo: A programação de rádio é um fluxo contínuo de conteúdo, ideal para quem dirige, trabalha ou faz outras atividades e quer se manter informado e entretido sem precisar escolher manualmente o que ouvir.

  4. Credibilidade e Tradição:

    • Diferencial: A Itatiaia possui décadas de tradição e credibilidade construída no jornalismo e no esporte. Em um cenário de excesso de informação (e desinformação) na internet, a rádio tradicional, com suas equipes de repórteres e analistas, ainda é vista como uma fonte confiável para muitos.

Integração em vez de Competição Direta:

É importante notar que, em vez de "fugir" completamente, a Itatiaia tem adotado uma estratégia de integração. Ela usa o YouTube para transmitir suas programações ao vivo (com imagem), e seu portal (que compete com sites de notícias), mas o "core" da sua experiência ainda é a agilidade e a instantaneidade do rádio. Essa presença digital expande seu alcance e permite que ela capte novos ouvintes que talvez não usassem o rádio tradicional.

Em suma, enquanto Spotify e YouTube dominam o consumo de música e podcasts sob demanda, a Itatiaia se destaca ao oferecer conteúdo ao vivo, local, interativo e de alta relevância instantânea, especialmente no jornalismo e no esporte. Isso cria uma proposta de valor distinta que a protege da concorrência direta e a mantém relevante no cenário midiático atual.


Formatos similares no Brasil

No Brasil existem outras rádios que seguem uma fórmula de sucesso parecida com a da Rádio Itatiaia, combinando jornalismo forte com uma intensa cobertura esportiva (especialmente futebol) e uma forte identidade regional. Elas se tornam referências em seus respectivos estados.

Aqui estão algumas das mais proeminentes:

  1. Rádio Jornal (Recife - PE):

    • Similaridade: Já mencionada anteriormente, é o exemplo mais direto. Fortíssimo foco em jornalismo local, regional e nacional, e uma cobertura esportiva apaixonada e detalhada dos clubes pernambucanos (Sport, Santa Cruz, Náutico). Possui jornadas esportivas extensas e programas de debate. É líder de audiência em Pernambuco e tem uma robusta presença digital.

  2. Rádio Gaúcha (Porto Alegre - RS):

    • Similaridade: Uma das maiores e mais tradicionais rádios do Sul do Brasil. É uma rádio "all news" com uma das mais fortes coberturas esportivas do país. Destaca-se pela paixão na cobertura de Grêmio e Internacional. Possui uma equipe de jornalistas e narradores renomados, programas de debate político e esportivo, e é parte de um grande grupo de comunicação (Grupo RBS), com forte presença multiplataforma.


Comparativo de programação Rádio Itatiaia x Rádio Jornal

Ambas, Rádio Itatiaia (de Minas Gerais) e Rádio Jornal (de Pernambuco), são emissoras com um fortíssimo foco em futebol e jornalismo, sendo referências em suas respectivas regiões e com alcance digital que as projeta para todo o Brasil.

Aqui está um resumo de como funcionam e seus números:


Rádio Itatiaia (Belo Horizonte - MG)

Foco Principal: A Rádio Itatiaia é um dos maiores nomes do rádio brasileiro, com uma programação muito voltada para o jornalismo e, principalmente, para o esporte, com ênfase no futebol mineiro (Atlético-MG, Cruzeiro e América-MG). Sua cobertura esportiva é extensa, com transmissões ao vivo de jogos, programas de debate, noticiários diários e bastidores dos clubes.

Como Funciona a Programação (Foco em Futebol):

  • Jornadas Esportivas: A Itatiaia é famosa por suas longas e detalhadas jornadas esportivas, cobrindo os jogos dos times mineiros no Campeonato Brasileiro, Copa do Brasil, Libertadores, Sul-Americana, entre outros. As transmissões são marcadas pela paixão e envolvimento de sua equipe de narradores e comentaristas.

  • Programas Esportivos Diários:

    • Tiro de Meta (Manhã): Abre o dia com as primeiras notícias do esporte, com foco nos clubes mineiros e informações da CBF.

    • Rádio Esportes (Almoço): Traz informações pontuais e muito debate sobre os times de Minas Gerais.

    • Turma do Bate Bola (Final de Tarde): Cobertura completa dos times mineiros e esportes especializados, com participação de toda a equipe esportiva.

    • Programas Pós-Jogos e Debates: Após as partidas, a programação é dominada por análises, debates, entrevistas e a repercussão com a torcida.

  • Jornalismo Integrado: Apesar do forte viés esportivo, o jornalismo é um pilar robusto da emissora, com telejornais (Jornal da Itatiaia - 1ª Edição e Jornal da Itatiaia Noite) que abordam notícias locais, nacionais e internacionais, muitas vezes com um toque esportivo.


Uma lupa sobre a Rádio Jornal (Recife - PE)

Foco Principal: A Rádio Jornal, parte do Sistema Jornal do Comércio de Comunicação, é uma das maiores e mais tradicionais rádios de Pernambuco. Assim como a Itatiaia, seu foco principal é o jornalismo ("all news") e, de forma muito proeminente, o futebol, cobrindo intensamente os clubes pernambucanos (Sport, Santa Cruz e Náutico), além de competições nacionais e internacionais.

Como Funciona a Programação (Foco em Futebol):

  • "Show de Futebol" e Jornadas Esportivas: A Rádio Jornal é conhecida por suas extensas jornadas esportivas, transmitindo jogos do Campeonato Pernambucano, Campeonato Brasileiro (Séries A, B e C com destaque para os times locais), Copa do Brasil, Libertadores e Sul-Americana. As transmissões são enérgicas e muito detalhadas.

  • Programas Esportivos Diários:

    • Possui programas como "O Assunto é Futebol" e o "Fórum Esportivo" (toda segunda à noite), que promovem grandes debates com dirigentes, atletas e torcedores, focando na credibilidade.

    • Sua cobertura inclui notícias do futebol de Pernambuco, futebol nacional e futebol europeu em tempo real.

  • Alcance Multiplataforma: A emissora se destaca por sua cobertura "ao vivo" e "ao vivo aqui na Rádio Jornal para todo o estado de Pernambuco e para o mundo inteiro através da nossa live no canal da Rádio Jornal no YouTube", o que mostra sua forte presença digital além do dial.

  • Presença Regional: Opera em diversas frequências no estado, como 90.3 FM no Recife, 91.3 FM em Caruaru, 107.5 FM em Garanhuns, 99.5 FM em Limoeiro, 90.9 FM em Pesqueira e 90.5 FM em Petrolina, além da faixa estendida em 76.1.


Tanto a Rádio Itatiaia quanto a Rádio Jornal são exemplos de como o rádio tradicional no Brasil se adaptou à era digital, mantendo sua relevância e forte conexão com o público, especialmente através do futebol. Ambas investem pesado em:

  • Jornadas esportivas emocionantes: Com narradores e comentaristas engajados.

  • Programas de debate: Que permitem a participação do ouvinte e aprofundam as análises.

  • Cobertura 360°: Usando o dial, portais de notícias, YouTube e redes sociais para entregar conteúdo em texto, áudio e vídeo.

  • Identidade Regional Forte: Ambas são referências para os fãs de futebol de seus respectivos estados, cobrindo de perto os times locais.

Essa combinação de jornalismo robusto com a paixão pela cobertura esportiva, especialmente o futebol, é a chave para o sucesso e a longevidade dessas emissoras.


Números: Voltando à nossa mineira, os números da Itatiaia

A Rádio Itatiaia tem um histórico de liderança consistente em Minas Gerais, especialmente na Grande Belo Horizonte, e tem demonstrado um crescimento significativo em suas plataformas digitais nos últimos anos.

Aqui está um resumo do seu histórico e situação atual de Ibope:

Números e Alcance:

  • Liderança de Audiência: A Rádio Itatiaia é consistentemente líder de audiência em Minas Gerais. Levantamentos de Ibope de abril/maio de 2025 indicam que a Itatiaia segue na primeira posição na Grande Belo Horizonte, atingindo cerca de 1,3 milhão a 1,7 milhão de ouvintes únicos (dependendo da pesquisa/período).

  • Audiência Digital em Crescimento: O portal www.itatiaia.com.br registrou a maior audiência de sua história em outubro de 2024, com mais de 72 milhões de pageviews. A integração entre o rádio (dial), vídeo (YouTube, com mais de 500 mil inscritos) e texto (portal) potencializa a força da marca.

  • Cobertura em Eleições: Em momentos específicos, como eleições, o portal da Itatiaia pode registrar picos de audiência, como os 20 milhões de pageviews no primeiro turno de outubro de 2024.


Liderança Isolada em Belo Horizonte (Dial FM + WEB)

  • Liderança Contínua: A Itatiaia mantém-se na primeira posição isolada no ranking de audiência em Belo Horizonte e região metropolitana por diversos períodos consecutivos. As pesquisas mais recentes da Kantar IBOPE Media (referentes a março a maio de 2025, e trimestres anteriores como fevereiro a abril de 2025, e novembro de 2024 a janeiro de 2025) consistentemente colocam a Itatiaia no topo.

  • Alcance Expressivo: A rádio frequentemente atinge entre 1,3 milhão a 1,7 milhão de ouvintes únicos na Grande Belo Horizonte, dependendo do período e da metodologia específica da pesquisa (alguns picos mencionam até 1,98 milhão via dial em janeiro de 2022). Esse número é muito expressivo, especialmente considerando que a região metropolitana de BH é menor do que as de São Paulo ou Rio de Janeiro.

  • Crescimento no Dial: Em medições recentes (ex: fevereiro a abril de 2025 vs. março a maio de 2025), a Itatiaia registrou um aumento de 1,13% na audiência, consolidando ainda mais sua liderança. Em maio de 2024, houve um crescimento de 8,62% na audi medição de 05h-00h (FM+WEB/todos os dias e locais), o que a fez se isolar ainda mais na liderança geral.


Expansão e Sucesso Digital

  • Liderança Digital: A Itatiaia não é apenas líder no rádio tradicional, mas também tem números impressionantes em suas plataformas digitais. Em outubro de 2024, o portal www.itatiaia.com.br registrou a maior audiência de sua história, com mais de 72 milhões de pageviews (72.685.874, para ser exato). Isso a consolida como um dos maiores portais de notícias do Brasil.

  • Integração de Mídias: O sucesso da Itatiaia é atribuído à sua estratégia de integrar conteúdo de rádio (dial), vídeo (YouTube, com mais de 1,5 milhão de inscritos nos dois canais do grupo, e mais de 70 milhões de visualizações) e texto (portal). Essa abordagem multiplataforma potencializa a força da marca.

  • Picos em Eventos Específicos: Em eventos de grande interesse, como as eleições (primeiro turno de outubro de 2024), o portal da Itatiaia registrou um pico de 20 milhões de pageviews em um único dia, demonstrando sua capacidade de atrair massas em momentos de alta demanda por informação.


Reconhecimento Nacional (Pico em 2022)

  • Em janeiro de 2022, uma pesquisa da Kantar IBOPE Media apontou que a Rádio Itatiaia conquistou o primeiro lugar e se tornou a maior rádio do Brasil em audiência total, somando ouvintes via dial (1,98 milhão) e plataformas digitais (1,14 milhão), totalizando 3,12 milhões de ouvintes. Esse resultado foi amplamente celebrado e demonstra a capacidade da rádio de transcender as fronteiras estaduais.


Impacto de Mudanças Metodológicas do Ibope

  • É importante notar que, a partir de janeiro de 2025, a Kantar IBOPE Media implementou mudanças técnicas e metodológicas em sua pesquisa de rádio. Isso inclui a adoção de novas estimativas populacionais (baseadas no Censo IBGE 2022 e PNADC 2024), ajuste nas faixas etárias (exclusão de 10-14 anos devido à LGPD), e a ampliação da amostra online para representar 40% das entrevistas.

  • Devido a essas mudanças no "universo" da pesquisa, a Kantar IBOPE Media recomenda cautela na comparação dos dados de 2025 com anos anteriores. No entanto, mesmo com essas alterações, a Itatiaia continua a se manter na liderança isolada em BH, indicando a solidez de sua audiência.


Em resumo, o histórico de Ibope da Rádio Itatiaia é de liderança consolidada em Minas Gerais, com uma expansão digital muito bem-sucedida que a projeta como uma das maiores audiências de rádio do Brasil, especialmente em seus picos de alcance.


De volta pra RECIFE!!!!

Números da Rádio Jornal e seu Alcance:

  • Liderança em Pernambuco: A Rádio Jornal se consolida como a principal rádio de notícias e esportes de Pernambuco, afirmando ser a "maior audiência de rádio de Pernambuco".

  • Audiência Digital: Seu site está entre os cinco maiores portais de notícias do Brasil, e seu canal no YouTube ("Rádio Jornal Pernambuco") possui mais de 250 mil inscritos, onde transmitem e arquivam programas e jornadas esportivas.

  • Ouvintes Diários: Em 2012, uma reportagem mencionava mais de 162 mil ouvintes diários, com pico de 37 mil ao meio-dia. Embora esse dado possa estar desatualizado, ele ilustra sua relevância histórica e sua capacidade de atrair grandes volumes de ouvintes.


Breve resumo das diferenciadas

1. Rádio Itatiaia – Belo Horizonte (MG)

Fundação: 1952

Grupo: Grupo Diários Associados (atualmente com participação da Rede Record)

Dial: 95,7 FM / 610 AM

Perfil:

  • Líder absoluta em Belo Horizonte e boa parte de Minas Gerais.

  • Grade quase totalmente falada: notícias, esportes, opinião, prestação de serviço.

  • Grande foco em cobertura esportiva, especialmente do futebol mineiro.

  • Forte identidade local, com comunicadores carismáticos e linguagem popular.

Destaques:

  • Programas como Rádio Vivo (jornalismo e prestação de serviço) e Turma do Bate-Bola (esportes).

  • Alta fidelização de ouvintes mesmo com concorrência de FM musical e internet.

  • Estrutura de jornalismo forte e repórteres nas ruas.


 2. Rádio Jornal – Recife (PE)

Fundação: 1948

Grupo: Sistema Jornal do Commercio de Comunicação

Dial: 90,3 FM / 780 AM

Perfil:

  • Uma das poucas FMs no Nordeste com grade 100% falada.

  • Jornalismo local, debates, esportes e programas com apresentadores opinativos.

  • Defesa dos interesses regionais e análise crítica da política local.

Destaques:

  • Programas como Passando a Limpo, Consultório do Rádio Livre e Rádio Livre.

  • Forte presença no futebol pernambucano, com cobertura completa dos clubes.

  • Equilíbrio entre notícias duras e pautas do cotidiano popular.



Essa eu tenho que incluir para que se observe que no outro extremo do país o fenômeno se repete, eu já captei no AM a Itatiaia, a Rádio Gaúcha apenas ouço online

3. Rádio Gaúcha – Porto Alegre (RS)

Fundação: 1927

Grupo: Grupo RBS

Dial: 93,7 FM / 600 AM

Perfil:

  • A maior rádio falada do Sul do Brasil.

  • Mistura de jornalismo, opinião e esportes com linguagem mais elaborada.

  • Conteúdo voltado para todas as classes sociais, com foco na classe média e formadores de opinião.

Destaques:

  • Programas como Gaúcha Atualidade, Timeline e Jornada Esportiva.

  • Jornalistas reconhecidos nacionalmente, como Kelly Matos e David Coimbra (falecido em 2022).

  • Transmissão FM 100% falada desde 2021, com enorme sucesso de audiência.



A Rádio Gaúcha, parte do Grupo RBS, é uma das emissoras mais tradicionais e líderes de audiência no Rio Grande do Sul, com um forte foco em jornalismo e esportes.

A programação da Rádio Gaúcha é composta por uma mescla de noticiários, programas de debate, e uma intensa cobertura esportiva, especialmente do futebol gaúcho. Alguns dos programas de destaque incluem:

  • Gaúcha Hoje: Programa matinal de notícias e entrevistas.

  • Gaúcha Atualidade: Análise aprofundada dos fatos do dia.

  • Timeline: Programa com foco em notícias e cultura pop.

  • Sala de Redação: Um dos programas mais icônicos, com debates acalorados sobre futebol (principalmente Grêmio e Internacional) e outros temas do dia, com a participação de jornalistas e comentaristas renomados como Pedro Ernesto Denardin.

  • Esportes ao Meio-Dia / Hoje nos Esportes / Show dos Esportes / Esporte e Cia: Diversos programas dedicados à cobertura esportiva, com notícias, análises, entrevistas e preparação para as jornadas esportivas.

  • Jornada Esportiva (Futebol da Gaúcha): Transmissões ao vivo dos jogos de futebol, com narração, comentários e reportagens diretas dos estádios.

  • Gaúcha Mais: Programa que aprofunda temas do dia e interage com os ouvintes.

  • Estúdio Gaúcha: Programa noturno com entrevistas e debates.

  • Madrugada Gaúcha: Programação noturna.

A rádio também transmite a Voz do Brasil no período noturno em FM, enquanto mantém programação online em outros canais.


Números e Audiência da Rádio Gaúcha:

A Rádio Gaúcha tem um histórico de liderança consolidada em Porto Alegre e na Grande Porto Alegre, refletindo sua forte conexão com o público gaúcho.

  • Liderança Ininterrupta: A Rádio Gaúcha completou 10 anos consecutivos como líder de audiência na Grande Porto Alegre, considerando períodos como 05h-00h (FM+WEB/todos os dias e locais). Esse marco foi atingido em março de 2025.

  • Crescimento Contínuo: Em pesquisas recentes da Kantar IBOPE Media (ex: janeiro a março de 2025), a Rádio Gaúcha registrou um aumento de 4,79% na audiência, consolidando ainda mais sua posição de liderança.

  • Alcance: A emissora está muito próxima da marca de 1 milhão de ouvintes únicos na Grande Porto Alegre, sendo o maior valor para uma estação no Sul do país.

  • Presença Digital: A Gaúcha ampliou significativamente sua presença digital. O canal de GZH (que engloba a Rádio Gaúcha) no YouTube possui 645 mil seguidores e registra 9 milhões de visualizações mensais. Desde 2022, a rádio oferece a versão digital da Jornada Esportiva, permitindo que os jogos e análises sejam acompanhados em vídeo pelo YouTube.

  • Confiança: O rádio, incluindo a Gaúcha, é visto como um veículo confiável. De acordo com o Inside Audio 2024, 50% dos consumidores consideram as informações veiculadas no rádio como verdadeiras e confiáveis, e 77% destacam a agilidade do rádio como fonte rápida de informação.

  • Cobertura Abrangente: Além de Porto Alegre (FM 93.7), a Rádio Gaúcha pode ser sintonizada em outras regiões do estado, como Santa Maria (FM 105.7), Caxias do Sul (FM 102.7) e na região sul do Estado (FM 102.1). Também pode ser acessada pelo site gzh.com.br e pelo aplicativo GZH.


Ouvindo elas

Já tive o prazer de ouvir a Rádio Jornal no rádio do carro, em FM mesmo. Consegui captá-la várias vezes no trecho entre Parnamirim e São José de Mipibu, inclusive, cheguei a fazer uma postagem sobre essas captações.

A Rádio Itatiaia, por sua vez, ainda consegui captar no AM, se não me engano no ano passado ou no retrasado, também à noite e no mesmo trajeto entre Parnamirim e São José de Mipibu.

Já a Rádio Gaúcha, só consigo ouvir online, o que, por outro lado, é uma grande facilidade, já que hoje podemos acompanhar todas com apenas alguns toques.

O que é notório é que essas rádios têm uma pulsação diferente de outros formatos. Existe nelas um aconchego na comunicação, uma proximidade com o ouvinte que, sem grandes mistérios, é um dos segredos por trás de seus impressionantes números de audiência.


Quadro das emissoras

Característica

Itatiaia (BH)

Jornal (Recife)

Gaúcha (POA)

Fundação

1952

1948

1927

Dial principal atual

95,7 FM

90,3 FM

93,7 FM

Grupo

Record / Diários Associados

Jornal do Commercio

Grupo RBS

Formato

Falado (notícia + esporte)

Falado (notícia + debate)

Falado (jornalismo + opinião)

Foco principal

Esporte e notícias locais

Debate político e cotidiano

Jornalismo e atualidades

Cobertura esportiva

Muito forte (futebol mineiro)

Forte (futebol local)

Forte (Grêmio e Inter)

Audiência local

Líder

Líder

Líder

Estilo de linguagem

Popular, direto

Crítica e informativa

Elaborada, com credibilidade


  • Itatiaia tem o maior peso no futebol, com comentaristas "torcedores" e linguagem popular.

  • Jornal equilibra bem o jornalismo duro com debates políticos regionais.

  • Gaúcha investe mais no jornalismo analítico e na credibilidade de seus âncoras, sendo a mais próxima do modelo de rádios “all news”.


  • Essas rádios:

    • Preservaram a alma do AM, mas modernizaram a entrega no FM, com podcasts, streaming e redes sociais.

    • Mostram que a fala ainda atrai público fiel, especialmente quando a rádio se alinha à identidade regional.

    • Servem de modelo para rádios que queiram se diferenciar do excesso de “mais do mesmo” musical.

Essas três rádios são exemplos claros de migração bem-sucedida do modelo AM para o FM falado, focando em jornalismo local, opinião, esportes e serviço à população, algo que grande parte das FMs comerciais abandonou em favor da música e entretenimento leve.

  • A Itatiaia conquistou o público com esporte popular e prestação de serviço.

  • A Rádio Jornal é uma voz ativa e crítica no Nordeste, com um perfil opinativo e comunitário.

  • A Gaúcha apostou num jornalismo mais sofisticado e virou referência nacional de qualidade e liderança no FM falado.

Menção honrosa à Jovem Pan São Paulo

Em São Paulo, a Jovem Pan implementou um ajuste programático notável e, a meu ver, vencedor. Diferentemente do restante do país, onde suas programações de FM (música e entretenimento) e News (jornalismo) são divididas, na capital paulista, a emissora na frequência 100.9 FM mescla e agrupa o melhor de ambas, como se fosse uma única rádio.

Essa estratégia tem se mostrado bem-sucedida, colocando a Jovem Pan à frente de rádios como CBN e BandNews, que se apresentam com um formato mais "neutro" e "isento". Paradoxo à parte, enquanto a Jovem Pan é frequentemente percebida como uma emissora com cores ideológicas bem definidas, ao comparar com a CBN, consigo observar que a Jovem Pan promove diariamente debates com analistas em conflito de posições. Isso difere do que considero um alinhamento mais perfilado e um extremo "cavalheirismo" na CBN.

No fim das contas, o espaço para ideias diferentes parece mais evidente na Jovem Pan. Em minha percepção, o "cavalheirismo" em debates jornalísticos soa, muitas vezes, como uma preferência por analistas que compartilham uma mesma linha de pensamento, enquanto vozes divergentes talvez não encontrem o mesmo palco.


Números e Audiência da Jovem Pan São Paulo: A Jovem Pan tem beliscado a liderança geral

A Jovem Pan é um player de destaque em termos de audiência, especialmente em seus programas de jornalismo/debate e entretenimento.

  • Liderança no Segmento "All News": A Jovem Pan News frequentemente disputa a liderança ou se mantém entre as rádios mais ouvidas no segmento de jornalismo/notícias em São Paulo e nacionalmente, muitas vezes superando outras emissoras "all news" em períodos específicos.

  • Picos de Audiência (Jornalismo/Opinião): Programas como "Os Pingos nos Is" e "Jornal da Manhã" são conhecidos por atrair um grande número de ouvintes, especialmente em momentos de intensa discussão política ou grandes acontecimentos.

  • Força da Jovem Pan FM: A Jovem Pan FM se destaca no segmento jovem/musical, sendo uma das FMs mais ouvidas em São Paulo e com uma rede nacional que amplifica seu alcance. O sucesso do "Pânico" contribui significativamente para seus números.

  • Audiência Digital Exponencial: A Jovem Pan tem uma das maiores e mais agressivas estratégias digitais do rádio brasileiro.

    • Seus canais no YouTube (especialmente Jovem Pan News e Cortes Jovem Pan) somam milhões de inscritos e visualizações, transmitindo muitos de seus programas jornalísticos e de debate em vídeo, ao vivo.

    • O aplicativo e o site da Jovem Pan também registram alta movimentação, permitindo o consumo de conteúdo em áudio, vídeo e texto a qualquer hora e em qualquer lugar. Essa presença multiplataforma é um fator chave para seu alcance.

  • Desafio nas Métricas de Ibope Tradicional: Com a migração de grande parte de sua programação jornalística para o FM e o forte investimento no digital, as métricas de audiência tradicionais (apenas dial) podem não refletir totalmente o alcance real da marca Jovem Pan, que tem uma legião de ouvintes/telespectadores/usuários online.

Em resumo, a Jovem Pan São Paulo tem uma forte presença em dois mercados: o de jornalismo/debate (com programas de alta repercussão e uma postura muitas vezes polarizadora) e o de música/entretenimento jovem. Seu investimento em tecnologia e na expansão digital (YouTube, apps, redes sociais) é fundamental para a manutenção de sua relevância e influência no cenário da comunicação brasileira.



Espaço para uma FOX NEWS Brasil?

Uma rádio de esportes e notícias sempre teve uma brutal audiência masculina. Ao mesmo tempo, é um tipo de rádio que, historicamente, sempre atraiu perfis com interesse no livre mercado, na economia do cotidiano e também na macroeconomia, áreas que, no fim das contas, estão sempre interligadas.

É irônico perceber que os principais veículos de rádio ALL NEWS do Brasil seguem, muitas vezes, uma linha ideológica que condena o próprio mercado, justamente o motor que move seus ouvintes. Aqui em Natal, por exemplo, as maiores audiências, com larga vantagem, estão nos programas de debate que defendem o mercado, a livre iniciativa, a redução de impostos. E isso nem é uma questão de ser “de direita”: é ser a favor do capitalismo, o sistema vigente e ponto, que torce contra o compadrio; é preferir o dinamismo do setor privado ao gigantismo da máquina estatal.

Não é segredo que as grandes marcas nacionais de comunicação vivem um momento em que a força da marca é maior que a audiência real. Já nos Estados Unidos, a FOX News lidera com ampla vantagem justamente porque defende com clareza os valores do livre mercado. Lá, não se cultiva culpa em relação ao crescimento econômico. A FOX não prega o fim das prisões nem flerta com discursos velados em defesa disso. E talvez por isso sua liderança pareça até trivial: ela abraçou o público cartesiano, de economia, matemática, geopolítica, e disse: “Aqui está, do jeito que vocês gostam.”

E em que isso compromete as notícias? A resposta é simples: a verdade tem sofrido muito mais nas mãos das concorrentes. A FOX News assumiu um papel incisivo, quase de “dedo apontador”, com prazer declarado em buscar provas de desvios jornalísticos dos outros canais. Sim, é até curioso assistir à guerra entre redes para expor a mentira alheia.

No fim das contas, a FOX News se posiciona como a menos hipócrita entre as grandes e campeã de audiência justamente por defender sem rodeios valores que outras emissoras tratam como tabu, como a prosperidade de mercado, o capitalismo e o cumprimento da lei.



A frieza dos números

A audiência no rádio guarda relação direta com os grandes números que a FOX apresenta na TV, com o luxo de ter até três vezes mais audiência do que as concorrentes.

Performance em maio de 2025 (Nielsen / Adweek & TV Insider)

  • Fox News

    • Média diária: ~1,560 milhões de espectadores (+21% em relação a maio/2024) 

    • Média no horário nobre (primetime): ~2,460 milhões (+23% ano a ano) 

    • No público de 25‑54 anos: ~262 milno primetime, 180 mil no total do dia 

  • MSNBC

    • Média diária: ~545 mil espectadores (queda de 33% a/a) 

    • Primetime: ~877 mil (queda de 24% a/a)

    • Demo 25‑54: 73 mil no primetime, 49 mil no total do dia 

  • CNN

    • Média diária: ~353 mil espectadores (queda de 24% a/a) 

    • Primetime: ~426 mil (queda de 18% a/a) 

    • Demo 25‑54: 76 mil no primetime, 59 mil no total do dia 


 Semana de 16 de junho de 2025

  • Fox News

    • Primetime: 3,43 milhões, com 474 mil no demo 25‑54 (ganho de +69% no total, +123% no demo)

    • Total do dia: 2,00 milhões, demo 268 mil 

  • MSNBC

    • Primetime: 1,078 milhões (demo 117 mil) 

    • Total: 637 mil (demo 67 mil) 

  • CNN

    • Primetime: 831 mil (demo 208 mil) 

    • Total do dia: 536 mil (demo 112 mil) 

Destaques principais

Rede

Total Day (milhões)

Primetime (milhões)

Demo 25‑54 (PT/day)

Fox News

~1,56–2,00

~2,46–3,43

~180–268 / ~262–474

MSNBC

~0,545–0,637

~0,877–1,078

~49–67 / ~73–117

CNN

~0,353–0,536

~0,426–0,831

~59–112 / ~76–208

  • Fox News lidera com folga em todas as faixas diária, primetime e público jovem-adulto (25‑54), com crescimento interanual expressivo (+20–70%).

  • MSNBC e CNN estão em queda significativa em comparação ao ano anterior, e atrás da Fox em todas as medições.

  • Na semana de 16/6/2025, a vantagem da Fox se acentuou: mais do que o triplo da audiência da CNN e quase o dobro da da MSNBC no primetime.

Fox News mantém domínio absoluto na audiência, atraindo público tanto em geral quanto no demográfico comercial mais valorizado. CNN e MSNBC perderam terreno, sofrendo quedas relevantes. A diferença entre Fox e concorrentes se ampliou no último ano.


É possível enfrentar uma rádio em rede como a CBN ou a BandNews?

Claro que sim. Elas parecem se esforçar para desagradar justamente o público que mais aprecia notícias! Fazem questão de afastar a audiência cartesiana — aquela que gosta de economia com dados objetivos, sem narrativas forçadas. E sim, trata-se de um público exigente, que valoriza análises de alto nível, sem cores partidárias nem palestrinhas.

Esses ouvintes não querem apenas números frios nem discursos ideológicos disfarçados de jornalismo: querem conteúdo sólido, com clareza e inteligência. Buscam apresentadores que se inspirem em grandes nomes (poucos, mas consistentes) como Eduardo Oinegue, uma rara exceção dentro da Band, ou William Waack, da CNN Brasil.

Procure saber a posição dessas emissoras em sua capital. Elas geralmente têm uma audiência tímida, mas isso não significa que o formato de jornalismo tenha pouca popularidade, pelo contrário, ele atrai muito público. O problema é que uma linha editorial que protege um lado, escondendo suas falhas, e ataca qualquer pensamento que defenda o livre mercado acaba resultando em baixa audiência





 
 
 

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