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Strategy Engineering

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Temos a honra de ter recebido o convite para uma reunião com um dos grandes mundiais que atuam diretamente na digitalização das bandas de rádio.

Devo admitir que o debate sobre esse tema é sempre bem-vindo, especialmente por se tratar de um processo que ainda tem muitos passos a percorrer. A digitalização do rádio segue sendo um desafio em busca de tração. Alguns dos fatores que ajudam a explicar por que esse processo sequer foi iniciado no Brasil eu já havia tratado anos atrás e voltei a expor recentemente aqui no blog.

No ano passado, inclusive, tive uma conversa telefônica direta com a Inglaterra, com duração aproximada de vinte minutos, na qual pude apresentar de forma mais clara minhas visões sobre o tema. O principal ponto abordado foi minha convicção de que não há nada mais positivo para a entrada do rádio digital do que a utilização da faixa AM. Isso porque os conflitos com transmissões analógicas deixaram de ser “cristais a não serem tocados”. Diferentemente da adoção de um sistema híbrido arriscado, que exige domar a potência do sinal digital para não prejudicar o analógico, a faixa AM hoje oferece um ambiente muito mais permissivo.

No fim das contas, todo esse excesso de cuidado com a preservação do analógico apenas encarece e atrasa a implantação de um verdadeiro rádio digital. Por isso, sempre vi com bons olhos o cenário de uma faixa AM esvaziada, justamente por permitir o funcionamento do modo digital “a plenos pulmões”.

Alguns meses depois, agora às vésperas do Carnaval, recebi um e-mail de convite de um importante condutor das negociações de digitalização ligado a um dos três grandes grupos mundiais do setor. Inicialmente, o convite era para conversas em São Paulo. Nessa troca, apresentei não apenas pontos que já havia tratado no blog, mas também um projeto próprio que considero altamente viável dentro do processo de digitalização.

A conversa evoluiu a ponto de surgir a possibilidade de que esse encontro presencial ocorra, na verdade, aqui em Natal. Isso permitiria mostrar o Brasil para além do eixo Rio–São Paulo, algo que historicamente sempre faltou aos grupos interessados em compreender o funcionamento cultural e financeiro do país. Para mim, isso também abre espaço para apresentar algumas simulações e cenários de forma mais concreta.




 
 
 

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