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Projetos em que não acredito: TMC, CBN e um eventual projeto CNN no rádio

Um eventual projeto de Rádio CNN no Brasil tende a ser, na prática, uma cópia editorial da CBN, operando sob o pressuposto de que existe uma grande massa de ouvintes disposta a consumir jornalismo com viés antimercado.

O problema é que esse pressuposto ignora justamente o perfil que historicamente mais consome esporte e notícia em rádio: o público economicamente ativo, empreendedor e interessado em mercado. Renegar esse público faz com que o universo restante seja muito menor do que se imagina.

O nicho de ouvintes antimercado que gostam de rádio esportivo/jornalístico é reduzido e já está saturado.


Jornalismo percebido como antimercado e ideológico

A percepção predominante é de um jornalismo que:

  • Demoniza empresários

  • Naturaliza aumento de impostos

  • Trata o empreendedor como vilão

  • Flerta com um discurso moralizante



Projetos desse tipo normalmente carregam:

  • Grandes redações

  • Muitos contratos

  • Infraestrutura pesada

  • Redes nacionais

Enquanto isso, a monetização segue baseada em um mercado publicitário cada vez mais pressionado.


Confusão entre “marca forte” e “modelo viável”

CNN e CBN são marcas fortes, mas: Marca forte ≠ modelo sustentável



O esporte é vitamina, mas o viés antimercado é o veneno

O esporte salva em muitos momentos justamente porque não abre espaço para politização antimercado. Ele funciona como produto sensorial, emocional e direto.

Quando o viés antimercado domina, o mesmo produto passa a carregar um elemento tóxico que corrói audiência e mercado.


Não precisa ter bola de de cristal

Eu realmente acredito em números decepcionantes para a novata TMC, sobretudo quando comparados à sua antiga posição como Transamérica. A celebrada CBN é, sem dúvida, uma marca forte, mas, sinceramente, com uma audiência que não enche os olhos. E não adianta arregalar os olhos com o argumento de que seriam ouvintes de alto valor, elitizados, com opiniões que “guiam a nação”... Sério? Tá! (rindo internamente).

 
 
 

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