

Novo aeroporto de João Pessoa: caminho livre com a nova ponte
Um novo aeroporto do outro lado do rio Paraíba, localizado a apenas 5 km da Praia do Bessa e a 4 km da Praia do Jacaré Desde que vi...

Ricardo Gurgel
11 de set. de 20257 min de leitura





O tempo corre contra muitas das emissoras que não encararam a internet como ferramenta e, no máximo, lhe deram um papel de “streaminzinho”, ainda acreditando que seria pelo discurso da tradição e da história que suas emissoras não sofreriam com as novas mídias. Exemplos de tradições e histórias que morreram em diversos ramos comerciais estão sobrando e se aceleram em números desde que se abriu a disruptiva caixa de Pandora tecnológica. O AM já veio bater à porta do FM para fazer sua passagem.
FMs musicais são as primeiras na fila da consolidação, mas não no sentido de que estarão todas lá firmes e fortes. Na prática, a palavra consolidação, em termos de mercado, é apenas um indicativo de que teremos as maiores rádios comprando as menores. E, até mesmo dentro das rádios musicais, as emissoras teens são as que mais sofrem. Seu público, em grande parte, já mora fora do rádio. As emissoras musicais de maior destaque hoje são voltadas ao chamado público adulto contemporâneo. Sim, temos exemplos de emissoras além das ultra populares. Os formatos AC e AC Hot apresentam fôlego, mas, em muitos casos, estão com suas marcas amplificadas justamente por seus desdobramentos online. Emissoras que estão se dedicando a ter nome forte e métricas consistentes pela internet.
Em Natal, até temos o caso de uma emissora bem colocada no segmento AC light, mas que parece conservadora nas vendas. Ao mesmo tempo, existem outros grupos pensando em compras. Esse microverso de Natal se repete também em João Pessoa. E não é difícil entender que fenômenos que se repetem em duas diferentes praças representam, na verdade, um movimento geral em praticamente todas as praças. Quando falo em cinco emissoras sustentáveis em Natal e outras cinco sustentáveis em João Pessoa, não está nem mesmo garantido que sejam de grupos diferentes. Ou seja, podemos especular que algumas capitais podem ter quatro ou três grupos, e nada mais, comandando as FMs. E isso é controlável? Eu diria que é bobagem querer controlar. Estamos em um momento em que há forte oferta de mídias e, na prática, os grupos que se mantêm no rádio tendem a ser apenas os grupos competentes. Claro que sempre existirão alguns grupos que são apenas economicamente fortes e que querem sinal na cidade.
Qual negócio se começa com três milhões de reais em Natal? Um rádio? Tem certeza disso? O retorno ou o custo de oportunidade não estaria justamente aí?
É bom que rádio seja feita de maneira profissional. Quando falo isso, refiro me à gestão administrativa e econômica a ponto de permitir uma navegação artística capaz de também ser combustível para uma contínua rotação do motor, com impulso administrativo, econômico e, novamente, uma contínua contribuição artística. Tudo passando por uma forte visão global de que rádio é negócio. Quem vive sem precisar de audiência para sua manutenção financeira são as rádios não comerciais. Suas fontes estão salvas da necessidade de conquistar público.
Suco de realidade
O rádio tradicional deve ficar atento, não existe mais a condição de mídia isolada.
A internet deixou de ser acessório e passou a ser infraestrutura básica.
Emissoras que trataram o digital como “streaminzinho” estão em processo acelerado de perda de relevância.
O mercado caminha para consolidação, com menos grupos controlando mais frequências.
Sobrevivem, prioritariamente, as emissoras que compreendem rádio como negócio, não como patrimônio simbólico.
Avaliações e atitudes
Redução da centralidade do FM como plataforma única.
Migração do público jovem para ecossistemas digitais.
Sobrevivência maior de formatos voltados ao público adulto.
Crescimento da importância de marca, métricas online e presença multiplataforma.
Darwin
Consolidação não significa fortalecimento coletivo.
Significa concentração de ativos em menos mãos.
Movimento não é ideológico, mas econômico.
Mito da tradição
Nichos e nichos
Fragilidade estrutural das rádios teens.
Maior resiliência do público adulto contemporâneo.
Importância de AC, AC Hot e variações.
Rádio é um negócio
Rádio precisa ser tratado como empresa.
Gestão administrativa e econômica são indissociáveis do produto artístico.
Audiência não é opcional para rádios comerciais.
Gramado verde
A próxima década tende a favorecer emissoras de esportes e jornalismo, desde que pratiquem um jornalismo conectado ao público e não um jornalismo antimercado, hoje dominante no Brasil, que abre espaço para novos players atentos a esse espetáculo de nicho vazio.
Era literalmente inaudível ouvir rádios AM em estacionamentos subterrâneos de prédios residenciais, shoppings ou supermercados. Mesmo dentro de casa, uma instalação elétrica mais pesada já era suficie
Já há mais de uma versão tenho ouvido que manter uma emissora vinculada às obrigações de rede já não tem o mesmo brilho de antes. A pretendida operação de baixo custo vem perdendo o encanto da economi

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