

Novo aeroporto de João Pessoa: caminho livre com a nova ponte
Um novo aeroporto do outro lado do rio Paraíba, localizado a apenas 5 km da Praia do Bessa e a 4 km da Praia do Jacaré Desde que vi...

Ricardo Gurgel
11 de set. de 20257 min de leitura





Era literalmente inaudível ouvir rádios AM em estacionamentos subterrâneos de prédios residenciais, shoppings ou supermercados. Mesmo dentro de casa, uma instalação elétrica mais pesada já era suficiente para transformar o som de uma rádio AM em um verdadeiro saco. Ainda assim, você acabava achando simpático ouvir futebol pelo AM. Antes, Natal, assim como qualquer outra capital, tinha como parte de sua cultura ouvir os grandes clássicos pelas rádios AM. Com o tempo, porém, e pelos motivos já citados, as FMs, com maior estabilidade de sinal e um áudio mais completo, foram vencendo a guerra da preferência.
Agora soma se a isso a internet como competidora direta das FMs. E ela é daquelas concorrentes que entraram nesse campeonato colocando, a cada ano, mais times em campo para disputar espaço com o rádio. Passou se a concorrer não apenas com o streaming da própria emissora, mas também com o das concorrentes. Além disso, como streaming gratuito, diversas rádios e até projetos que nem rádio são começaram a transmitir ao menos o áudio acompanhado de uma imagem estática na tela. Isso já era um sinal claro do que viria a seguir.
Chegou a Copa, e a CazéTV mostrou o quão explosivo é transmitir futebol com som e imagem pelo YouTube. O impacto foi tão grande que até a Globo precisou estruturar um super canal de esportes na plataforma. Não há como negar, chegou e chegou gigante.
Aqui estão listados alguns dos venenos que já circulam por aí e vítimas já existem. Emissoras que foram vendidas ou que passaram por brutais reformulações em seus formatos, numa corrida desesperada por adaptação e sobrevivência.
Não há sequer sombra de conversa sobre a possibilidade de desligamento do FM. Afinal, até as AMs que foram desligadas ganharam nova vida no FM. Não será uma decisão de governo que promoverá esse desligamento. Ainda assim, o ambiente não é para amadorismos. Há uma certeza incontestável, muitas emissoras ficarão pelo caminho. Serão vendidas ou apenas mantidas sem qualquer sopro de energia, existindo apenas como a preservação de um brinquedo caro para quem pode se dar ao luxo de arcar com os elevados custos de manter uma emissora no ar.
Emissoras agonizantes, sobreviventes e as dinâmicas
Essa separação é apenas conceitual e simplificada. Poderiam existir subdivisões e até uma postagem específica para aprofundamento. As emissoras agonizantes continuam operando, muitas vezes produzindo ainda mais prejuízo. Dependendo do grupo controlador, há aquelas que funcionam em coma, com equipamentos caros de manutenção da vida ligados o tempo todo, e isso pode se arrastar por anos. Por outro lado, existem as agonizantes sem recursos, que ou morrerão por falta de oxigênio ou, em último caso, buscarão compradores.
As sobreviventes, por sua vez, conseguem alternar períodos de prejuízo com alguma geração de receita, adiando o afundamento. Muitas vezes, esse estágio de sobrevivência é apenas um prenúncio de uma futura agonia.
Já as rádios dinâmicas também não são imunes ao cenário, mas souberam aproveitar as dificuldades para reformular seus modelos de negócio. Elas foram além do transmissor FM para garantir receita, abraçaram a internet e suas múltiplas formas de ampliar alcance e monetização. As emissoras musicais nesse estágio precisarão de ainda mais ginástica para se manter relevantes. Outras contam com fatores que continuam altamente atrativos e ainda não foram plenamente capturados por Spotify e concorrentes, o futebol e a notícia.
As pressões são absurdas e nada indica alívio no horizonte. O cenário pode ser entendido como um afogamento em massa de várias emissoras, o que, paradoxalmente, pode abrir oportunidades para a consolidação daquelas que operam em modelos dinâmicos. Elas poderão absorver canais, ampliar presença e até moldar um mercado pós expurgo das que não resistirem.
Já há mais de uma versão tenho ouvido que manter uma emissora vinculada às obrigações de rede já não tem o mesmo brilho de antes. A pretendida operação de baixo custo vem perdendo o encanto da economi
Sabemos que cada emissora comercial de uma cidade opera em uma frequência diferente, e isso tem um motivo autoexplicativo: evitar a interferência mútua. Caso não houvesse essa separação, teríamos a de

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