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Marcas fortes com baixíssima audiência em suas repetidoras de rádio no Brasil

Ou você acha que CBN, BandNews e TMC gozam de posições glamorosas no quesito audiência? É verdade que podem apresentar números admiráveis em São Paulo, mas praticamente todas as emissoras da capital paulista exibem números “absurdos”. Isso esbarra diretamente em como essas métricas são construídas. Nem diria exatamente métricas, mas sim deduções baseadas em métodos antigos, bem antigos, e que parecem cada vez menos eficazes quando comparados aos painéis que o Google ou o Instagram oferecem para avaliar campanhas online.

Você ficaria surpreso em saber que algumas delas, ou talvez todas, possuem em certas capitais audiências de streaming na casa de 30 a 40 pessoas conectadas. Daí surge aquele argumento clássico: “ah, isso não é a audiência da emissora, a audiência que vale é a do rádio”. Pois bem, você também ficaria surpreso ao descobrir como elas costumam frequentar as últimas posições nos rankings, independentemente do instituto ou do método utilizado. (Neste exemplo que acabei de consultar, uma grande marca em João Pessoa aparece com apenas 28 ouvintes online)

Painel de audiência de streaming – valores de 06/02/2026, às 9h

Uma pista do streaming, um trecho do link correspondente.

Mais um exemplo: uma emissora de forte marca nacional, em outro print de streaming que também consultei agora (06/02/2026, às 9h25), aparece com 34 ouvintes online. Só para apimentar: trata-se de uma emissora de outra rede, diferente da mostrada no exemplo de João Pessoa.



Surge então a questão: emissoras de esporte e notícias, nesses exemplos de grandes redes, naturalmente tendem a ter uma audiência mais nichada. Logo, não seria inválida a comparação entre essa baixa audiência online e as frágeis colocações em rankings de audiência no rádio?


Mas existem campeões locais

Pior que não. Existem verdadeiras campeãs de audiência no jornalismo e nos esportes, muitas vezes com larga vantagem. Emissoras locais, sem a prisão ideológica antimercado que algumas assumem, ocupam um espaço historicamente mais aderente à audiência masculina e a temas considerados “chatos”, como economia e articulações políticas. Exemplo disso é uma emissora em Natal que registra 838 ouvintes online em sua faixa jornalística, substancialmente mais ouvintes conectados do que sua companheira de dial na mesma cidade.


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