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Radio, Market & the Listener's Mind

Anunciantes pagando o envio de PDFs via rádio digital, ingressos com descontos chegando em meu receptor? Um RDS diferenciado?

Atualizado: 1 de ago.

PDF chegando no seu rádio: já pensou nisso?

Seja uma apostila de estudos, um artigo científico, um panfleto informativo do supermercado da esquina ou até mesmo um arquivo de imagem em JPEG ou GIF, imagine recebê-los diretamente no seu receptor de rádio digital! Já pensou eu, aqui em uma cidadezinha perto de Natal, recebendo um PDF comemorativo com a história da BBC de Londres, em 2 ou 3 páginas, só pelo fato de ter sintonizado a emissora em determinado momento?


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Na tela aviso de que o conteúdo está disponível, seja oferecido pela própria emissora ou por um patrocinador. Eu aceitaria o recebimento, e o próprio receptor armazenaria o arquivo ou o enviaria automaticamente para meu e-mail, celular ou computador, previamente configurado para isso. Assim, a memória do aparelho permaneceria livre para outros brindes oferecidos pela emissora.

Agora imagine, em 2030, o comunicador da rádio digital avisando aos ouvintes: “Quem estiver sintonizado nesta quarta-feira, entre 10h e 11h, receberá um arquivo em PDF com o livro do nosso entrevistado!” Ou então: “Você vai receber uma imagem JPEG com um QR code que garante desconto na compra de ingressos de uma rede de cinemas!” Tudo isso direto no seu rádio!

Baixar arquivos transmitidos em paralelo ao sinal de áudio da sua emissora favorita pode se tornar, o “novo RDS”. A tela do rádio informaria que há um arquivo disponível, e o ouvinte teria a opção de baixá-lo diretamente no receptor. Ao aceitar, o arquivo seria armazenado, podendo ser compartilhado via e-mail, Bluetooth ou outro dispositivo conectado.

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Naturalmente, não queremos que os ouvintes fiquem sobrecarregados com arquivos indesejados. Por isso, os próprios equipamentos fariam a verificação para não repetir arquivos já enviados, e os formatos inicialmente seriam limitados, garantindo segurança contra códigos maliciosos. Empresas como a Adobe poderiam patrocinar sua integração ao sistema, incentivando o envio de PDFs de aulas, livros e conteúdos diversos que despertem o interesse de ouvintes e anunciantes.

Os receptores digitais também poderiam ganhar valor com diferentes capacidades de armazenamento, permitindo guardar esses arquivos com segurança. Isso se tornaria uma poderosa ferramenta de fidelização: a rádio oferece o conteúdo, o ouvinte escolhe baixar ou não. A emissora, por sua vez, pode vender aos anunciantes espaços em horários de menor audiência, como à noite ou na madrugada, para o envio de brindes digitais. Imagine: um ouvinte recebe um PDF com desconto para um lançamento no cinema, com espaço publicitário do patrocinador. A emissora ganha, o anunciante aparece e o ouvinte é premiado, todos ganham.

E não estamos falando de ficção científica. Tecnicamente, tudo isso é possível. O RDS já é um exemplo rudimentar disso, transmitindo texto na portadora FM. A diferença é que o rádio digital poderia enviar bem mais sofisticados, com imagens, textos e e-books. Os receptores podem (ou não) ter essa funcionalidade, mas é fácil imaginar o mercado se inclinando para aparelhos com mais memória e uma tela própria para leitura, o que provocaria uma revolução na indústria com esse novo fator de sedução de forte efeito no ouvinte.

Lembro que numa noite de segunda-feira, enquanto dirigia pela BR-101 saindo de Parnamirim, pensava na correria que me aguardava em casa. Eu precisava enviar vários arquivos para várias pessoas. Por um instante, imaginei: “E se eu fosse uma rádio e todas essas pessoas estivessem me ouvindo?” Em poucos minutos, eu teria resolvido tudo. Depois pensei melhor: “Mais eficiente do que me ouvirem e não decorarem o que eu disse, seria se eu pudesse enviar, junto com a minha voz, os arquivos em PDF e as imagens.” Assim, todos poderiam acessar os conteúdos quando estivessem com atenção e foco.


O RDS é quase isso

Se eu tivesse hoje um receptor capaz de armazenar cronologicamente todas as mensagens de tela enviadas por uma FM, em poucas horas de escuta eu teria páginas de conteúdo. Com um sistema simples, isso poderia ser transformado em arquivos TXT, DOCX ou PDF, e a emissora poderia enviar receitas, versículos, listas de supermercado e o que mais desejasse. É um experimento plenamente viável. Um transmissor FM com gerador RDS poderia, a cada 15 segundos, enviar uma frase de uma receita, e um computador com placa de rádio captaria o RDS, reconstruindo a mensagem passo a passo.

Mas com o rádio digital, as possibilidades vão muito além disso.





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