top of page

Strategy Engineering

autor2jpeg_edited_edited.jpg

Rede nacional de FM perderá ao menos uma afiliada em importante capital do Nordeste, e outras rádios podem seguir o abandono das bandeiras teens nacionais

Já há mais de uma versão tenho ouvido que manter uma emissora vinculada às obrigações de rede já não tem o mesmo brilho de antes. A pretendida operação de baixo custo vem perdendo o encanto da economia, já que essas emissoras acabam não respondendo com a mesma atratividade como produto para o setor comercial, sobretudo quando o foco está em um público muito jovem, que já apresenta uma parcela significativa desconectada do modelo tradicional de “rádio teen”. Isso preocupa, e com razão, aqueles proprietários que viam essa fórmula como um modelo de entrega quase automática.

O fato é que as coisas mudaram muito nos últimos dez anos, e de forma ainda mais profunda quando observamos um horizonte de quinze a vinte anos. A década mais recente foi, na prática, uma consolidação das previsões que já se desenhavam sobre o comportamento do público jovem. Não é surpresa para ninguém como hoje funcionam os movimentos de sedução da música junto aos adolescentes. Algumas das grandes redes iniciaram há algum tempo um processo de “mudança de faixa” etária e, em vez de perder posições, acabaram ganhando relevância.

É o que se observa, por exemplo, com a Jovem Pan, que vem tornando sua rede cada vez mais comunicativa e jornalística, ainda que mantenha um tom irônico e provocador. O futebol já se consolidou como um produto da rede News, o Pânico segue abrindo janelas com informações jornalísticas e preserva a liberdade de ironizar a rigidez de outros meios. Essa flexibilidade, aliás, contrasta com o discurso engessado, quase em modo “control C, control V”, que muitas vezes percebemos ao comparar algumas grandes emissoras all news.


 
 
 

Comentários


grupo_edited.png
bottom of page