O rádio digital chegará ao Brasil, mas não será DAB+, DRM ou HD Radio
Gigante chinesa deve adotar RÁDIO IP nativo em seus carros, oferecendo acesso a mais de 50 mil rádios digitais com qualidade superior à do FM analógico brasileiro
O fato de o Brasil ainda não contar com um sistema de rádio digital coloca o país em um vácuo tecnológico. Paradoxalmente, isso pode acabar sendo uma vantagem, pois abre a possibilidade de adoção do sistema mais eficiente, com maior cobertura e capaz de oferecer ao ouvinte um número muito maior de emissoras.
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Algo além de um Spotify, pois, mais do que música, traz notícias e esportes locais, regionais e internacionais, além de comunicadores em interação com sua audiência em tempo real.
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TELA: Facilidade para a escolha da sua rádio ao toque das mãos.
VOZ: Rádio acionada por comando de voz
Rádios locais - Ouvir uma rádio local será, preferencialmente, por FM?
Não. Quando você tem a própria FM com áudio muito melhor no modo digital do, sem chiados e interferências, na opção RÁDIO IP que o carro irá oferecer, você poderá, sim, ouvir uma rádio que está a 2 km de você, pois temos que, a qualidade entregue será digital e não sofrerá com as barreiras físicas de estacionamentos, shoppings e prédios.
Previsão natural
Como já comentado aqui no blog, a solução é bem obvia e pode seguir justamente o que falamos na postagem: Rádio IP será o sistema de rádio digital dominante em vários países; no Brasil, sua proliferação já ocorre fora do controle regulatório) e Rádio Digital: sistema anarquista de código aberto deve superar HD Radio, DRM e DAB em grande parte do mundo
Em resumo prático, em tela você terá um sistema nativo de RADIO IP ou de 3ª parte na qual estará disponível para você escolher qualquer rádio do Brasil ou do mundo com qualidade digital
O RÁDIO IP é o popular streaming de rádios e webrádios. Em geral, boa parte delas já trabalha com configurações em que o áudio é muito superior ao de um transmissor FM. Por ser digital, não sofre cortes nas frequências acima de 15 kHz nem nas inferiores a 50/30 Hz.
Se não fosse essa a montadora a implantar o sistema nativo?
Naturalmente, muitas pessoas já utilizam esse sistema por conta própria. Sim, exatamente: é algo tão natural e trivial que muitos usuários fazem o roteamento, por meio do CarPlay ou do Android Auto, de aplicativos como TuneIn ou RádiosNet e passam a ouvir uma das mais de 50 mil rádios disponíveis, seja para acompanhar seu time, se atualizar com as notícias, participar de debates locais ou, simplesmente, ouvir música.
Portanto, se não fosse essa montadora, outra assumiria esse pioneirismo em pouco tempo. Quem colocar a caneta primeiro ficará marcado na história como a empresa que implantou o rádio digital no Brasil.
Bem, meu nome é Ricardo Gurgel. Sou brasileiro, engenheiro e estou praticamente às vésperas de também concluir minha graduação em Psicologia. Talvez daí venha minha forte inclinação investigativa.
Há algum tempo venho acompanhando de perto as falhas, pelos mais diversos motivos, que têm impedido a popularização dos sistemas de rádio digital ao redor do mundo. Por isso, consegui desvendar, até para mim mesmo, qual seria o caminho mais leve, natural e trivial para que essa tecnologia finalmente chegasse ao público e se popularizasse. Hoje, acredito estar muito próximo de ver essa expectativa se concretizar.
Área de cobertura: Vale lembrar que já está em andamento a possibilidade de conectividade via satélite para celulares no Brasil, o que quebrará as barreiras de conectividade. Isso permitirá a combinação do "dial infinito" do Rádio IP com a "conectividade sem fronteiras" proporcionada pelos satélites.
Além disso, por se tratar de uma instalação em automóveis, as antenas de recepção não estarão limitadas às dimensões de um celular. O veículo poderá contar com um sistema de recepção de internet mais sofisticado e eficiente, capaz de operar tanto pelas redes terrestres 4G e 5G quanto por conexões via satélite em outras faixas de frequência.
Mesmo que isso ainda leve algum tempo para se consolidar, eu já tive a experiência de ouvir a mesma emissora por Rádio IP durante um deslocamento entre Natal e a região central do estado, percorrendo mais de 150 km. Nesse trajeto, perdi o sinal por menos de 3 minutos, desfrutando de praticamente 2 horas de áudio em alta qualidade. Vale destacar que essa experiência ocorreu em um dos estados mais pobres da federação, onde se poderia supor que a cobertura das redes terrestres 4G e 5G estivesse longe de ser das melhores.
O rádio digital não será implantado em 2026 no Brasil, mas pode ser implantado com rapidez em 2027. E adianto que não será nenhum dos três grandes sistemas mundiais de rádio digital o escolhido para essa arrancada. Trata se de um modelo absurdamente mais barato em relação aos demais, justamente porque diversas etapas, lentas e quase padronizadas nos três grandes formatos internacionais, simplesmente não existem aqui sob a forma de blocos tradicionais de equipamentos. Na prática, até a arquitetura geral do sistema difere de maneira significativa quando comparada diretamente aos modelos atuais.
Posso adiantar que o modelo permite configurações de 48, 64 ou 128 kbps em AAC+, sendo inclusive possível trabalhar com valores superiores, o que já seria desnecessário do ponto de vista de consumo de banda, ou inferiores, que seriam configurações pobres, pouco interessantes e tecnicamente injustificáveis. Há também flexibilidade para adoção do formato MP3 em 128 kbps, mas, tendo o AAC+ disponível, optar por MP3 seria apenas um erro desnecessário por parte da emissora.
Os metadados encontram igualmente um caminho simples e eficiente. As emissoras podem optar por envios bastante restritos, mas a arquitetura do sistema permite, se desejado, transmissões de metadados muito mais sofisticadas.
É possível que outros países se deixem seduzir por esse modelo? Sim, eu diria que é bastante provável. A velocidade de implantação é um fator decisivo, assim como a conjuntura que tende a gerar uma adoção muito mais rápida por parte dos ouvintes quando comparada a outros modelos de rádio digital pelo mundo. Não se pode descartar, inclusive, o risco ou a oportunidade de que países que já adotaram algum dos modelos atuais passem a considerar também a incorporação desse novo sistema.
Algumas possibilidades dentro desse sistema poderão abranger o envio de arquivos PDF, que podem funcionar como elementos publicitários para download nos receptores, QR Codes utilizados como chaves promocionais ou ingressos promocionais, além de encartes digitais e cupons de desconto. Não se trata exatamente de funcionalidades previstas para um primeiro momento, mas a arquitetura do modelo já será concebida de forma aberta, permitindo esse tipo de aplicação “além do rádio”.




