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Radio, Market & the Listener's Mind

DRM ou DAB+: Simulação do melhor modelo para o Brasil

A comparação entre DAB+ e DRM (Digital Radio Mondiale) em condições igualitárias de implementação no Brasil exige uma análise criteriosa, pois ambos têm vantagens distintas e poderiam, inclusive, ser complementares. Mas se o cenário exigisse escolher apenas um como dominante, aqui vai uma análise profunda para prever qual venceria no Brasil.


Comparação direta: DAB+ vs. DRM em condições igualitárias

Critério

DAB+

DRM

Faixa de frequência

Banda III (VHF) e L-band (frequências altas, como TV digital)

AM, FM e VHF (pode funcionar nas faixas já existentes)

Uso de espectro

Requer nova organização do espectro

Usa o espectro já ocupado pelas rádios AM e FM

Modelo de transmissão

Multiplex (1 transmissor transmite até 20 canais)

Um transmissor por emissora, como no sistema atual

Qualidade de áudio

Alta (AAC+)

Muito alta (xHE-AAC, especialmente no DRM+)

Cobertura geográfica

Ideal para áreas urbanas/regiões densas

Ideal para áreas remotas/rurais (especialmente em AM)

Inclusão de rádios pequenas

Permite compartilhar multiplex (mais barato)

Permite usar transmissores pequenos e baratos em AM e FM

Multimídia e dados

Texto, imagens, EPG, tráfego

Texto, imagens, até vídeo em DRM+

Penetração global

Europa, Oceania, partes da Ásia

Índia, Rússia, países em desenvolvimento

Custo de implementação

Alto inicialmente (infraestrutura nova de multiplexes)

Muito baixo (reaproveita torres e transmissores com atualização)

Compatibilidade com carros

Padrão crescente na Europa e Ásia

Ainda pouco comum, mas barato de integrar em países em desenvolvimento

Cenário brasileiro: qual venceria?

Se a prioridade for:

  • Cobrir rapidamente todo o território nacional (incluindo regiões remotas do Norte, interior e fronteiras),

  • Aproveitar torres e espectro já existentes (AM e FM),

  • Garantir sustentabilidade para rádios públicas e educativas com pouco orçamento...

DRM teria vantagem clara.



Se a prioridade for:

  • Criar um novo ecossistema digital mais moderno, robusto e plural,

  • Incluir dezenas de rádios por cidade em um mesmo transmissor,

  • Adotar um modelo parecido com o da TV digital (multiplex, conteúdo extra, interatividade)...

 DAB+ seria a melhor escolha.

Mas... e se os dois convivessem?

Na prática, o ideal para o Brasil seria um modelo híbrido DAB+ + DRM, como já sugerido por especialistas internacionais e é o formato que mais simpatizo, o formato que vejo vencedor

  • DAB+ para cidades médias e grandes, com multiplexes cobrindo regiões metropolitanas;

  • DRM para zonas rurais, longínquas e para rádios comunitárias, com menor custo e cobertura maior;

  • Ambos integrados em receptores universais (smartphones, carros, caixinhas inteligentes).

Conclusão: quem venceria?

Situação 1:

Se fosse obrigado a escolher apenas um padrão dominante para o Brasil em condições igualitárias, DRM provavelmente venceria, pelos seguintes motivos práticos:

  • Exige menos investimento inicial.

  • Pode modernizar diretamente rádios AM (muito comuns no interior).

  • Permite cobrir o território nacional com menos torres.

  • Seria mais facilmente aceito por rádios pequenas e médias.

  • É mais viável em um país com desigualdades regionais e de infraestrutura como o Brasil.

Situação 2:

Com concorrência aberta entre os dois sistemas no Brasil, o DAB+ é superior tecnologicamente e ideal para centros urbanos. DRM é mais prático, democrático e barato para o interior brasileiro, os sistemas iriam naturalmente buscar esta alocação ambiental, ou seja, um seria para as grandes cidades e o outro para pequenas e médias





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