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O rádio digital chegará ao Brasil, mas não será DAB+, DRM ou HD Radio

O rádio digital não será implantado em 2026 no Brasil, mas pode ser implantado com rapidez em 2027. E adianto que não será nenhum dos três grandes sistemas mundiais de rádio digital o escolhido para essa arrancada. Trata se de um modelo absurdamente mais barato em relação aos demais, justamente porque diversas etapas, lentas e quase padronizadas nos três grandes formatos internacionais, simplesmente não existem aqui sob a forma de blocos tradicionais de equipamentos. Na prática, até a arquitetura geral do sistema difere de maneira significativa quando comparada diretamente aos modelos atuais.

Posso adiantar muito pouco por enquanto, mas é um modelo que permite configurações de 48, 64 ou 128 kbps em AAC+, sendo inclusive possível trabalhar com valores superiores, o que já seria desnecessário do ponto de vista de consumo de banda, ou inferiores, que seriam configurações pobres, pouco interessantes e tecnicamente injustificáveis. Há também flexibilidade para adoção do formato MP3 em 128 kbps, mas, tendo o AAC+ disponível, optar por MP3 seria apenas um erro desnecessário por parte da emissora.

Os metadados encontram igualmente um caminho simples e eficiente. As emissoras podem optar por envios bastante restritos, mas a arquitetura do sistema permite, se desejado, transmissões de metadados muito mais sofisticadas.

É possível que outros países se deixem seduzir por esse modelo? Sim, eu diria que é bastante provável. A velocidade de implantação é um fator decisivo, assim como a conjuntura que tende a gerar uma adoção muito mais rápida por parte dos ouvintes quando comparada a outros modelos de rádio digital pelo mundo. Não se pode descartar, inclusive, o risco ou a oportunidade de que países que já adotaram algum dos modelos atuais passem a considerar também a incorporação desse novo sistema.

Algumas possibilidades dentro desse sistema poderão abranger o envio de arquivos PDF, que podem funcionar como elementos publicitários para download nos receptores, QR Codes utilizados como chaves promocionais ou ingressos promocionais, além de encartes digitais e cupons de desconto. Não se trata exatamente de funcionalidades previstas para um primeiro momento, mas a arquitetura do modelo já será concebida de forma aberta, permitindo esse tipo de aplicação “além do rádio”.



 
 
 

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