Mostra fotográfica: Stress, Ansiedade e Psicossomática
- Ricardo Gurgel

- 28 de mai.
- 3 min de leitura
Atualizado: 30 de mai.
O motor falha e descompassa com o ritmo forçado

As mãos apertam a dor da alma

Fica difícil digerir tanto caos

Os ponteiros continuam girando enquanto o sujeito colapsa

Falha o processamento com o excesso de comandos

Imagem 1.
A imagem representa o desgaste produzido pelas exigências constantes da vida contemporânea e acadêmica. O “motor” aparece como metáfora do próprio sujeito, que tenta acompanhar ritmos excessivos de produtividade, cobrança e desempenho até entrar em processo de exaustão emocional. A ideia de “descompasso” simboliza o rompimento do equilíbrio psicológico e corporal diante da sobrecarga emocional.
A fotografia dialoga diretamente com os estudos sobre estresse e burnout, evidenciando como a pressão contínua pode provocar sofrimento psíquico e desgaste físico. Na perspectiva psicossomática, o corpo deixa de responder de maneira saudável às exigências externas, manifestando sinais de fadiga, tensão e esgotamento emocional
Imagem 2.
A imagem simboliza a tentativa de conter emocionalmente o sofrimento psíquico. As mãos representam tensão, angústia e esforço interno diante de emoções difíceis de elaborar ou verbalizar. O corpo aparece como espaço de manifestação do sofrimento emocional, reforçando a compreensão psicossomática da relação entre mente e corpo.
A fotografia dialoga com os estudos sobre ansiedade ao representar sentimentos de inquietação, sofrimento interno e tensão emocional constante. O ato de apertar pode simbolizar tanto a tentativa de controle emocional quanto a expressão física da dor psíquica.
Imagem 3.
A imagem representa simbolicamente os impactos emocionais produzidos pelo excesso de tensões e sofrimentos cotidianos. O termo “digerir” aparece associado à dificuldade de elaborar emocionalmente experiências dolorosas, conflitos internos e pressões constantes.
Na perspectiva psicossomática, o corpo pode expressar aquilo que não consegue ser verbalizado emocionalmente. Dessa forma, o caos emocional passa a ser sentido também fisicamente, demonstrando a relação entre sofrimento psíquico e manifestações corporais. A fotografia reforça a ideia de que emoções reprimidas e sobrecarga emocional podem produzir processos de adoecimento mental e físico.
Imagem 4.
A fotografia representa a permanência das exigências sociais e acadêmicas mesmo diante do esgotamento emocional do sujeito. Os ponteiros simbolizam o tempo, a produtividade e a pressão constante por rendimento, enquanto o colapso representa os limites físicos e psicológicos do indivíduo diante da sobrecarga emocional.
A imagem dialoga diretamente com o burnout e com os processos de adoecimento psíquico relacionados à lógica contemporânea de desempenho. O sujeito aparece submetido a um ritmo contínuo de cobranças, mesmo quando já não possui condições emocionais de sustentá-las.
Imagem 5.
A imagem utiliza linguagem simbólica associada ao funcionamento de máquinas para representar a sobrecarga mental vivenciada pelo sujeito contemporâneo. O “excesso de comandos” simboliza a multiplicidade de cobranças, responsabilidades e estímulos presentes na rotina acadêmica e social.
A fotografia relaciona-se principalmente com ansiedade e estresse, evidenciando o esgotamento cognitivo e emocional produzido pela necessidade constante de responder às demandas externas. A ideia de “falha” representa o limite psicológico do sujeito diante da pressão contínua

REFERÊNCIAS
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